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O importante é a colecção

A Max Mara é actualmente o maior produtor do prêt-à-porter de Itália, tendo apresentado no exercicio económico de 2000 um lucro 3,5 milhões de contos e pretende neste ano reforçar a sua presença na Alemanha.

 

O sucesso da empresa começou no ano 1951, quando Achille Maramotti introduziu um novo conceito no mundo da moda. Nesse período, o mercado da moda estava dividido em duas facções: de um lado o segmento caro e exigente da Haute Couture, dominada por Paris e do outro, o mercado dos produtos baratos e sem pretensões destinado ao grande público. Com a marca Max Mara, Achille Maramotti criou um estilo entre estes dois extremos.

 

A aposta em bons materiais e bons designers é uma das tradições que a empresa tem mantido até hoje. Independentemente da Max Mara já ter trabalhado com nomes tão conhecidos como Domenico Dolce, Stefano Gabbana, Emmanuele Khanh, Karl Lagerfeld e Grit Seymour, a empresa prefere designers próprios, que ficam mais tempo na empresa.

 

Para Max Mara a colecção é mais importante do que os nomes de grandes designers. «Se tudo depende dos designers e estes mudam de empresa todos os seis meses, onde fica a identidade da marca?», pergunta Luigi Maramotti, filho do fundador e, juntamente com o seu irmão, director da empresa. «A nossa força consiste em fazer bons produtos e não boas campanhas de promoção da imagem», acrescenta.

A fidelidade às origens mostra-se em várias áreas, como por exemplo, na estrutura da empresa pois por contraposição a outras firmas que se tornam cada vez mais anónimas e impessoais, a Max Mara mantém uma estrutura familiar. Vê nisso uma garantia para manter o know-how e criar um estilo com o qual os clientes se podem identificar. «A identidade do produto é essencial  dado que em todo o mundo as pretensões dos nossos clientes são iguais. Eles gostam de um luxo discreto e preferem coisas com estilo a produtos da moda», salienta Luca Donni, director comercial, responsável pelas vendas internacionais da Max Mara. 

 

A preferência pelo crescimento lento e estável faz parte da estratégia económica da Max Mara. Não é o lucro rápido que é procurado, mas a criação de uma reputação boa.

 

Luigi Maramotti indica a estratégia da empresa na Alemanha como exemplo, sublinhando que «podíamos crescer mais rapidamente na Alemanha, mas optámos por um desenvolvimento mais lento. Desde o começo, nós sabíamos que era possível oferecer um produto óptimo e uma relação entre preço e trabalho boa para este mercado. Queríamos que os vendedores e os clientes percebessem que nós oferecemos uma qualidade óptima». E esta acentuação da qualidade é uma das razões para o sucesso da Max Mara.

 

O produto está sempre no centro das atenções, o marketing está em segundo lugar.