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O insucesso da Boss Woman

Hugo Boss foi novamente distinguido em 2001. Segundo dados provisórios, as vendas consolidadas do número um alemão de pronto-a-vestir masculino progrediram 19%, atingindo 1.09 mil milhões de euros. A filial do grupo Marzotto explica ter ganho parte do mercado em todos os países importantes. Os seus benefícios líquidos também subiram 8%, elevando-se a 107 milhões de euros. Este resultado foi atingido graças ao aumento do volume de negócios consolidado e a uma baixa dos impostos, não obstante os «fortes encargos ligados às linhas Boss Woman». Apesar de tudo ter saído positivo num ambiente económico difícil, este resultado foi contudo inferior ao esperado pela filial de Marzotto, voltada principalmente para o pronto-a-vestir masculino de topo de gama. Em Novembro passado, a direcção de Hugo Boss entrou novamente num crescimento de 14% do seu benefício, para 113 milhões de euros. A diferença provém provavelmente do difícil lançamento da linha feminina. Bruno Salzer, o futuro presidente do grupo e que assumirá as funções no final de Maio, admitiu várias vezes nos últimos tempos que a Boss não atingiu os seus objectivos no que respeita à linha Boss Woman. O sucessor de Werner Baldessarini anunciou uma ofensiva para conduzir a nova marca ao sucesso. Por um lado, ele tem a intenção de contratar novos responsáveis pelo produto para fazer uma marca mais moderna e por outro, vai multiplicar as acções de relações públicas e de marketing com uma nova campanha publicitária. O futuro presidente da Hugo Boss está pronto a jogar tudo por tudo, e não hesitará em acabar com a linha Boss Woman, se esta não atingir um equilíbrio de exploração em 2003. As vendas do inverno 2003-2004 serão decisivas para o futuro da linha feminina.