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O marketing em 2015 – Parte 1

O destaque vai para a integração tecnológica, seja através da reconceptualização da realidade virtual, do papel da tecnologia “de vestir” ou do aparentemente complexo conceito de “internet das coisas”. Por outro lado, os grandes orçamentos parecem estar destinados à integração de reconhecidas celebridades nas campanhas publicitárias, fazendo um uso consciente da sua imagem virtual. A comunicação privilegiará o investimento na recolha de dados e consequente personalização da mensagem em função dos utilizadores, relevando o papel dos media sociais enquanto canais efetivos de divulgação e o uso do vídeo, que não sendo novo, encontra nestes espaços um meio de alcance direto do alvo. O conceito de mobilidade estará também na base destas intervenções. Segundo Carolyn Everson, responsável pelas soluções de marketing da Facebook, o móbil é o elemento mais importante no leque de intervenções de um marketer contemporâneo. Estas são as grandes ideias que prometem reformatar as estratégias de marketing e os planos de comunicação das marcas no ano de 2015. Grandes orçamentos para grandes celebridades A obsessão com as celebridades domina as campanhas publicitárias da Primavera/Verão de 2015. Largos orçamentos garantiram Julia Roberts na Givenchy, Justin Bieber para a Calvin Klein, Joni Mitchell na casa Saint Laurent e Kim Kardashian em parelha com Kanye West para a Balmain. As marcas têm cada vez mais consciência do poder da imagem digital e, mais do que apenas uma representação que funcione em material impresso, elas preferem celebridades com milhões de seguidores nas redes sociais ou que despertem um fascínio especial como Joan Didion para a Céline. Esta é uma estratégia que veio para ficar e, este ano, o leque de notoriedades contemplado será alargado, passando a incluir algumas celebridades menores, retiradas do anonimato por canais como o Youtube. A oportunidade da realidade virtual A aquisição dos Oculos Rift, que vieram revolucionar a forma como os utilizadores experienciam os videojogos, pela americana Facebook, no início de 2014, veio reacender o debate sobre as possibilidades granjeadas pela realidade virtual. À medida que novos componentes tecnológicos alcançam o mercado de consumo, através de marcas como a Google e a sul-coreana Samsung, os marketers deparam-se com a necessidade de repensar as suas abordagens e de compreender os novos desafios do mundo virtual. A empresa Thomas Cook, produtora de conteúdos turísticos, começou já a ensaiar as tours virtuais dos seus destinos e a General Electric qualificou a realidade virtual como a próxima grande plataforma de criação e divulgação de narrativas (storytelling). Andy Hendrickson, diretor tecnológico da Walt Disney Studios, disse este ano que o próximo desafio passa pela criação de conteúdos em realidade virtual. Pela primeira vez, as indústrias criativas terão de produzir histórias que ultrapassem a mera dimensão da narrativa, construindo um universo próprio que o destinatário possa explorar. Vídeo viral – ir mais além O conceito popularizou-se. A democratização dos meios tecnológicos e a propagação de canais de divulgação ampliou o acesso aos conteúdos. Esta virose, tentadoramente contagiosa, propulsiona em larga escala de circulação vídeos que alcançam grande popularidade, configurando-se, porém, como um fenómeno momentâneo. Mais do que isso, a estratégia de uma empresa deve passar pela conceção de um plano amplo e coeso que assegure não apenas o interesse breve, mas que instigue a fidelidade do consumidor. Se o uso do filme não é novidade na indústria, o lançamento regular de editoriais através de canais como o Youtube, constitui uma etapa nova. Não se trata apenas da compilação de cenas descartadas ou episódios de behind-the-scenes. São produções estruturadas que têm o objetivo claro de transmitir uma mensagem sobre a filosofia e estilo da empresa. Procter & Gamble, Nike e Chanel são bons exemplos de sucesso nesta nova abordagem, assim como GoPro, Red Bull e Dove, que aperfeiçoam a comunicação através deste meio. Não é, portanto, de admirar que, mais do que em qualquer período anterior, os marketers concedam, em 2015, um orçamento alargado à programação da comunicação via digital. A segunda parte deste artigo aborda outros pontos-chave como o comércio integrado, a internet do mundo real, a tecnologia wearable, a publicidade nos media sociais e a personalização dos conteúdos na revolução do marketing em 2015.