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O melhor ano da década

De acordo com os números agora revelados, que têm por base os dados do Instituto Nacional de Estatística, nos 12 meses de 2014 o sector exportou mais 7,9% do que em 2013, para 4,62 mil milhões de euros. O vestuário foi a categoria mais representativa, com 60% do total de exportações, e também aquela que mais cresceu (+9,3%) em 2014, representando 2,8 mil milhões de euros. «As exportações das matérias-têxteis conseguiram igualmente um aumento de 7%, representando cerca de 26% do total exportado (1,2 mil milhões de euros exportados)», destaca Paulo Vaz, diretor-geral da ATP, em comunicado. Os filamentos sintéticos ou artificiais registaram um crescimento nas exportações de 14,1%, para 86,4 milhões de euros, as pastas, feltros e artigos de cordoaria registaram subiram 12,5%, para 227,6 milhões de euros e os tecidos impregnados aumentaram 8,9%, para 189,3 milhões de euros. Já os tecidos de malha subiram 1,3%, para 124,7 milhões de euros. «Os têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados exportaram 656 milhões de euros e evidenciaram um crescimento de 3%, assumindo agora 14% do total das exportações da ITV nacional», acrescenta Paulo Vaz. Espanha manteve a liderança da tabela dos principais clientes da indústria têxtil e vestuário, com uma quota de 31,5%, tendo mesmo aumentado as suas compras em 2014 (+10,5%), para 1,45 mil milhões de euros. «A França e o Reino Unido são os destinos que se seguem, respetivamente com 14% e 9% de quota, e foram o segundo e terceiro destinos com maiores crescimentos absolutos», destaca Paulo Vaz, que sublinha ainda os bons resultados obtidos nos EUA (+11%), atualmente o quinto maior mercado, com uma quota de 4,9%, em Angola (+9%), Suécia (+15,3%) e Austrália (+63%). As importações do sector registaram igualmente um aumento (+8,2%), para cerca de 3,62 mil milhões de euros, em comparação com os 3,34 mil milhões de euros de 2013. Um aumento, aponta o diretor-geral da ATP, «sobretudo devido às importações de vestuário que cresceram 13%. As importações de matérias-têxteis subiram 4% e as de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados 5%». Tal como nas exportações, também nas importações Espanha lidera a tabela dos principais parceiros, tendo mesmo uma quota de 34,9%, que representa 1,26 mil milhões de euros nas compras portuguesas. Segue-se Itália, com 12,3% das compras, Alemanha (7,3%), França (7,3%) e China (6,2%). «A Irlanda aumentou as suas exportações de têxteis e vestuário para Portugal em 28% e a Croácia em 7012%, equivalente a um acréscimo de 14 milhões de euros, passando a figurar na última posição do top 20 de fornecedores», sublinha ainda Paulo Vaz. Os números da ATP, que «representa mais de 500 empresas, as quais asseguram cerca de 35 mil postos de trabalho e quase 3.000 milhões de euros de faturação, sendo dois terços desse valor destinado aos mercados de exportação», mostram ainda que a balança comercial da indústria têxtil e vestuário manteve um saldo positivo superior a mil milhões de euros.