Início Notícias Marcas

O melhor e o pior branding do ano

Nunca, como agora, foi tão difícil desenvolver uma boa identidade visual. As marcas espalham-se por dezenas de plataformas, por isso, precisam de “ficar bem” em todos os ecrãs, cartazes, painéis publicitários e perfis de redes sociais, o que nem sempre é fácil. Ainda assim, houve algumas capazes de apresentar novas identidades visuais em 2016.

A Fast Company reuniu as melhores, as piores e as mais controversas identidades visuais deste ano, numa lista que abarca desde o logótipo da campanha de Donald Trump/Mike Pence nas presidenciais norte-americanas ao novo rosto da popular rede social Instagram.

Os melhores

Grubhub

A Grubhub pode ter começado como startup mas, em 2016, a empresa de encomendas de comida online serve sete milhões de pessoas e 44.000 restaurantes. Por isso, precisava de um redesign que causasse impacto: uma imagem que fosse autêntica, mas sagaz e que funcionasse tanto a nível nacional quanto local. A Wolff Olins assumiu a tarefa de rebranding da empresa, preenchendo anúncios com fotografias de lifestyle e letras desenhadas à mão e adicionando pequenos destaques, como alimentos animados e um teclado personalizado de “mmmojis” ao website. No geral, o novo visual é fresco e profissional, mas manteve alguns traços originais.

MasterCard

O logotipo da MasterCard não tinha mudado significativamente nos últimos 20 anos, mas a forma como os consumidores compram e pagam mudou – e muito.

O desafio de redesign foi entregue ao sócio do estúdio Pentagram, Michael Bierut, e ao designer Hamish Smyth, que se abstiveram de fazer mudanças drásticas nos círculos amarelos e vermelhos do logótipo, optando por modernizá-lo, removendo o efeito de pente no centro e colocando as letras fora do símbolo. O logotipo também foi otimizado para funcionar bem em smartphones, onde a maioria das transações atualmente ocorre.

Helia

Por vezes, são as empresas menos conhecidas que mais surpreendem em termos de identidade visual. Este é o caso da Helia, especializada na análise de dados, que inclui empresas como a Unilever, easyJet, IBM, Diageo e a Sony PlayStation na sua lista de clientes. Projetada pelo gabinete de design Form &, a nova identidade da Helia gravita em torno de um logótipo circular simples com um gradiente que muda de cor com base em dados meteorológicos e geográficos.

Instagram

Em maio, o Instagram chocou os utilizadores ao revelar uma atualização de imagem. A câmara com aspeto retro desapareceu e deu lugar a um ícone arco-íris mais abstrato. Para além do logótipo, também o design no interior da aplicação foi alterado, tornando-se mais minimalista. Não obstante, apesar das críticas, o novo ícone continha alguns detalhes inteligentes: uma imagem que documentava a evolução da fotografia das polaroides para os smarthpones e um arco-íris que fazia com que o ícone se destaca-se num mar de ícones.

Zendesk

O provedor de serviços de atendimento ao cliente Zendesk oferece um dos mais drásticos “antes e depois” na história dos logótipos, passando de um cartoon de um buda para um elegante sistema de formas geométricas. Ainda assim, a identidade preservou o seu lado divertido, com cada um dos serviços da Zendesk a ter direito a um logótipo animado.

Zocdoc

A plataforma de cuidados de saúde Zocdoc foi lançada em 2007 com um logótipo tradicional que os fundadores da empresa compraram por alguns dólares. Agora que o negócio está avaliado em 1,8 mil milhões de dólares (aproximadamente 1,7 mil milhões de euros), a empresa percebeu que era altura de mudar.

A Wolff Olins fez também o rebranding da Zocdoc: uma identidade amigável, centrada no ser humano, com um logotipo antropomórfico que transforma a letra Z num emoticon, batizado “Zee”.

VSCO

A VSCO, a popular app de edição de imagens sofreu um interessante redesign este ano, tanto na interface do utilizador (lançada em junho) como na sua identidade visual (lançada em fevereiro). O novo logotipo circular tem como objetivo incorporar a comunidade global que agora usa a aplicação não apenas para edição, mas também como plataforma de partilha de fotografias.

O mais controverso

Met

Este ano, o museu nova-iorquino Metropolitan Museum of Art (Met) reformulou a sua identidade visual – para desgosto de muitos críticos de design – e revelou um logótipo que rebatizou o museu “The Met”. As duas palavras, que surgem uma sobre a outra em letras vermelhas, substituíram o logotipo “M” estilizado, originalmente retirado de uma xilogravura de Luca Pacioli.

A Wolff Olins desenvolveu a nova identidade, mas a surpresa foi estragada quando o museu enviou material de imprensa com o novo logótipo antes de este ser anunciado.

Os piores

Uber

Quando a Uber apresentou o novo logótipo, em fevereiro, este foi amplamente ridicularizado. Parecia o PacMan, segundo muitos, e foi mal executado. No entanto, tal como aconteceu com o redesign do Instagram, o logotipo da Uber mostrou quão rapidamente os rebrandings controversos são normalizados – particularmente quando se trata de aplicações com as quais os utilizadores interagem tanto que a sua utilização se torna quase subconsciente.

Trump/Pence

Depois de anunciar o governador do estado do Indiana Mike Pence como seu vice-presidente, Donald Trump divulgou o que seria o logótipo oficial da campanha. Considerado o pior design do ano, o logótipo mereceu a reprovação da maioria dos críticos de design por ser demasiado sugestivo. A imagem ainda foi substituída, mas já era tarde para ser esquecida.