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O prejuízo dos roubos

Os furtos causaram perdas de 28,9 milhões de euros às principais empresas de distribuição europeias durante 2001. Entre os artigos que mais desaparecem dos estabelecimentos estão as peças que se comercializam em cadeias especializadas, assim como a roupa que se vende nos grandes armazéns. O Center for Retail Research confirma estes dados, apresentados pela publicação do Brarómetro Europeu de Furto na Distribuição. O documento é o primeiro estudo sobre a delinquência na distribuição, investigação que foi elaborada com informações fornecidas por 424 retalhistas de 15 países, que facturaram 449.809 milhões de euros, em cerca de 30.243 estabelecimentos. O Prejuízo Desconhecido é o termo utilizado para definir nos inventários os produtos furtados ou deteriorados. Na Europa, o índice médio de perdas das empresas foi de 1,42% sobre a facturação bruta de 2001. O Reino Unido, a Grécia, a França e a Noruega são os países mais afectados pelo Prejuízo Desconhecido, enquanto que os valores mais baixos se registaram na Suiça, Áustria, Suécia, Dinamarca e Alemanha. «O Prejuízo Desconhecido passou de 1,40% em 2000, para 1,42% em 2001, um aumento que somou mil milhões de euros. Em proporção, Grécia, Portugal, Áustria e Espanha, tiveram os maiores aumentos. A Suécia, a Alemanha e a Bélgica registaram as reduções mais marcantes», adianta o documento, que adverte que nos últimos anos os grandes armazéns, o comércio não especializado e a moda viram subir os seus índices de Prejuízo Desconhecido. Segundo o estudo, o furto externo é considerado como sendo o principal problema de segurança que enfrentam os retalhistas europeus e a sua incidência alcança os 45,7% dos Prejuízos Desconhecidos. O furto externo, adianta o documento, dá-se maioritariamente nas pequenas empresas, lojas especializadas e grandes armazéns. Os retalhistas calculam que os erros internos (deterioração da mercadoria, descuido e falta de consistência nos procedimentos e sistemas internos) são os culpados por 17,6% dos Prejuízos Desconhecidos, o que representa cerca de 5.088 milhões de euros. O Barómetro afirma que os retalhistas europeus detiveram 1.266.555 pessoas em 2001, por terem cometido crime de roubo ou fraude. Este número equivale às populações de Milão ou de Birmingham. Na totalidade dos detidos, 1.201.571 eram clientes e 64.984 empregados. No entanto, a grande maioria dos ladrões foram presos em grandes armazéns e comércio não especializado, tanto que muitas cadeias de moda e outros retalhistas semelhantes detiveram um ou dois delinquentes por ano em cada ponto de venda. Em Espanha, o número de delinquentes capturados no ano de 2001 foi de 44.905, um número muito maior do que o registado na Áustria (12.917), Bélgica/Luxemburgo (25.513), Dinamarca (18.770), Finlândia (12.702), Grécia (2.463), Irlanda (2.614), Países Baixos (40,573), Noruega (11.332), Portugal (9.567), Suécia (22.480) e Suiça (10.190). Já o Reino Unido (565.570), a França (187.793), a Alemanha (166.553) e a Itália (132.805) são os países nos quais se fez o maior número de detenções.