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O que traz 2019? – Parte 6

Os padrões de consumo estão a mudar e essa mudança será sentida também em 2019. Transparência, sustentabilidade e boas experiências de compra são algumas das exigências destes novos consumidores, mas sem preterir o design e os preços acessíveis.

Depois da economia, política, matérias-primas, sourcing e produção, os consumidores são a última peça do puzzle das tendências para os próximos 12 meses.

Em 2019, os consumidores vão continuar a questionar os seus valores, as suas prioridades e as suas decisões de compra, aprofundando o envolvimento com as marcas e os temas de que estão mais próximos.

De acordo com um estudo do Edelman Trust Barometer, 56% dos consumidores já consideram as práticas éticas e de transparência importantes na credibilidade da marca e esta crença irá crescer significativamente e moldar os negócios de retalho, os locais e as atividades nas quais o consumidor do futuro vai procurar envolver-se.

O consumidor irá, por isso, privilegiar espaços que se envolvem com as comunidades, que retribuem, ou marcas que empregam e apoiam as pessoas do local onde estão inseridas. A tendência não é nova e tem-se vindo a manifestar nos últimos anos: segundo o relatório The Ethical Consumer Markets, de 2016, publicado pelo Triodos Bank, as compras éticas no Reino Unido têm vindo a crescer, estando atualmente avaliadas em 38 mil milhões de libras (cerca de 42 mil milhões de euros).

Jovens mais responsáveis

Esta tendência é ainda mais forte junto das gerações mais jovens. «Os consumidores mais novos estão seriamente preocupados com causas sociais e ambientais, que muitos veem como sendo as questões do nosso tempo. Cada vez mais apoiam as suas crenças com os seus hábitos de compra, preferindo marcas que estão alinhadas com os seus valores e evitando as outras», refere a McKinsey.

Neste contexto, a transparência assume uma enorme importância para os consumidores, que já começam a exigir informação sobre o custo dos materiais, da mão de obra, do transporte, das taxas de importação e da margem de lucro. «As empresas da moda têm de aceitar o facto de que um consumidor mais desconfiado espera transparência completa na cadeia de aprovisionamento», indica a McKinsey & Company.

Moda interessante e acessível

Mas a ética e a sustentabilidade não são tudo. Os consumidores querem, a somar a isso, um produto de moda que seja interessante, esteja disponível de imediato e seja acessível. «O tempo de vida dos produtos de moda está a aumentar, numa altura em que os modelos de negócio de vestuário usado, recondicionado, reparado e alugado continuam a evoluir», sublinha a McKinsey & Company.

E querem também uma boa experiência de compra, seja nas lojas físicas, seja no online, onde compram cada vez mais – em Portugal, cerca de quatro em cada dez residentes compram produtos ou serviços através de um computador ou telemóvel, sendo que, de acordo com dados do INE e com os dados disponíveis em novembro de 2018, as compras de vestuário e equipamentos de desportivos constituíram mais de metade (59,7%) dessas aquisições.