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O sangue azul da Aly John

Nasceu há 15 dias e conta 25 peças para oferecer aos amantes do denim, todas acabadas à mão. A Aly John é um sonho de um fundador anónimo e tem uma segunda geração na concretização.

O “era uma vez” da Aly John, como conta Gabriela Ribeiro, digital marketeer da marca, ao Portugal Têxtil diz o seguinte: em meados do ano de 1986, o jovem “Aly” – que recebeu este pseudónimo dos amigos, em homenagem ao pugilista Muhammad Ali – sentiu a necessidade de criar um par de jeans que fosse só seu, para se distinguir dos amigos numa festa. Decidiu então pedir ajuda a dois tios alfaiates e, a noite que para muitos seria apenas de diversão, foi o início de um sonho, o de fazer jeans, para este jovem.

Os anos seguintes foram marcados pela procura de conhecimentos. Trabalhou com as melhores costureiras e alfaiates, tocou os melhores tecidos, aprendeu as melhores técnicas e viajou pelo mundo.

Os anos passaram e, hoje, Aly tem descendentes e foi João (“John”) Gomes, o filho mais novo, que acabou por impulsionar a ambição antiga do progenitor. Assim nasceu a Aly John, «dois nomes que juntos acabaram por designar a tão ambicionada vontade», explica Gabriela Ribeiro.

Tal como a história da marca de denim passou de geração em geração, «queremos que as nossas peças também o façam», prossegue a digital marketeer, que integra o efetivo atual de seis pessoas da Aly John, destacando que, «a nosso favor, estará sempre a popularidade do tecido e o facto de o denim estar sempre na moda».

A equipa «jovem e criativa» da marca, que «consome diariamente doses elevadas de tudo o que fashion e trendy» trabalha a pensar «numa mulher moderna, com estilo e independente» que «tem dificuldade em encontrar um bom par de jeans, seja pela qualidade ou pelo fitting». «Todas as mulheres que já experimentam jeans Aly John ficam rendidas, o fitting é, modéstia à parte, realmente fantástico», afirma Gabriela Ribeiro, que adianta que o modelo mais procurado é o Valentina «o modelo icónico mom jeans dos anos 70».

Ainda que a grande aposta da Aly John seja depositada nos jeans, a marca oferece também blusões, saias, camisas, um macacão e um casaco longo em linho índigo, «que funciona como um completo às restantes peças». Para já, são 25 produtos disponíveis com venda online e stock reduzido. «Na verdade, quase que podemos dizer que cada peça é feita consoante a encomenda», revela a digital marketeer. «No entanto, temos estipulado, por exemplo, que só faremos apenas 50 exemplares de um casaco e uma saia – que ainda não lançamos oficialmente – porque são peças que demoram imenso tempo a serem confecionadas e que queremos que sejam mesmo exclusivas», acrescenta.

O custo médio de cada peça ronda os 300 euros e todas são «totalmente ou parcialmente acabadas à mão», com o apoio de uma empresa de Guimarães que trabalha há mais de 30 anos na área têxtil. «São especialistas em denim e, sem dúvida, uma grande ajuda para a Aly John», considera Gabriela Ribeiro. Na Aly John, «todas as peças são especiais/personalizadas, porque cada modelo contêm uma frase bordada dedicada à mulher e uma etiqueta na qual o comprador/a poderá personalizar e escrever uma mensagem caso, por exemplo, queira oferecer a peça», refere ainda a digital marketeer ao Portugal Têxtil.

Num tempo marcado pela customização do denim, a pretensão da Aly John é «otimizar a plataforma online – a médio/longo prazo – no sentido de oferecer um serviço muito mais personalizado. Aí sim, poderemos afirmar que iremos disponibilizar uma customização muito mais orientada para o gosto de cada pessoa», indica. «Queremos mulheres felizes», conclui Gabriela Ribeiro.