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O segredo do sucesso da Dielmar

Ramiro e Helder Rafael são filhos de um mestre alfaiate e sócios fundadores da empresa Dielmar. Questionados pelo jornal Público sobre o segredo do seu sucesso, salientam que no início «fechamos os olhos e enchemos os pulmões de ar para abrir a fábrica», depois «apostámos sempre na qualidade» e pelos vistos «o tempo tem-nos dado razão». Segundo Ramiro Rafael, tem sido mantido em todas as fases de crescimento da empresa «o sentido artesão da alfaiataria tradicional», e que ainda hoje «e de maneira genuína prevalece no seu quotidiano». Helder Rafael acrescenta ainda que «Alcains é uma terra de bons alfaiates e boas costureiras», por isso o nível de notoriedade alcançado pela marca Dielmar no mercado não é alheia à vocação de alfaiataria do meio económico e social em que a empresa está inserida. Também importante para o crescimento desta empresa, foi o estudo do projecto de investimento realizado em parceira com a Coopers & Lybrand em 1996, que determinou as áreas onde a Dielmar se apresentava menos competitiva. Este diagnóstico resultou num investimento de um milhão e meio de contos, comparticipado por fundos comunitários e realizado nos últimos quatro anos no âmbito do projecto «Dielmar Século XXI». Contando ainda com o apoio técnico do Instituto Politécnico de Castelo Branco, a empresa tem-se estado a preparar para as novas exigências dos mercados nacionais e internacionais, reforçando a sua intenção de internacionalização. Neste sentido, a Dielmar introduziu várias inovações que vão desde a aquisição de sistemas de CAD à melhoria do sistema de gestão e controlo de armazém, passando também pela reestruturação da sala de estendimento e corte, controlo de processos de produção e adaptação das instalações à racionalização do processo produtivo. Com o intuito de diversificar e alargar os negócios ao mercado consumidor, Ramiro e Helder Rafael preparam-se agora para lançar uma rede de distribuição através da abertura de lojas próprias. No entanto, recusaram-se a revelar pormenores do negócio, adiantando apenas que as lojas serão localizadas em centros urbanos de «elevado potencial comercial».