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O segredo está no telemóvel

As empresas de retalho e bens de consumo acreditam que a tecnologia móvel será a chave para maximizar as vendas nos próximos dois anos, segundo um estudo conduzido pela KPMG. O KPMG Consumer Markets Survey concluiu que 36% dos inquiridos britânicos vêem a tecnologia móvel como a chave para maximizarem as vendas, o mesmo acontecendo com 46% na Alemanha, 44% nos EUA e 50% na Índia. Também indicaram que a tecnologia móvel é ainda mais importante nos mercados em desenvolvimento porque a falta de acesso a banda larga e a lojas significa mais pessoas a comprarem com os smartphones. «A tecnologia móvel irá ajudar a decidir quem vence no espaço do retalho. Os retalhistas têm de abraçar a tecnologia móvel como uma prioridade ou então arriscam-se a ficar para trás», explica Tim Clifford, partner na área de mercados de consumo da KPMG. «A tecnologia móvel está a alterar dramaticamente a experiência de retalho e a mudar a relação entre os retalhistas e os consumidores. O sucesso tanto nos mercados desenvolvidos como emergentes irá depender da rápida adoção do telemóvel como um aparelho para comunicar com os consumidores e facilitar as transações», acrescenta. «Os bens de consumo e as empresas de retalho que são lentas a abraçar os telemóveis irão ter dificuldades em se manterem a par da concorrência, numa altura em que a competição por quota de mercado está cada vez mais acérrima», sublinha Clifford. Segundo a KPMG, investir em novas tecnologias para impulsionar as vendas parece ser particularmente importante numa altura em que os volumes de negócios estão em quebra. 47% dos inquiridos no Reino Unido antecipam vendas mais baixas este ano em comparação com o ano passado. Nos EUA, 46% dos inquiridos esperam volumes de negócios mais baixos, enquanto no Canadá são 50%, na China 48% e na Índia 50%. O estudo também concluiu que os mercados emergentes estão a tornar-se cada vez mais importantes para as empresas britânicas. Embora a maioria (39%) veja as suas maiores oportunidades de crescimento na Europa Ocidental, 26% apontam para a Ásia (excluindo China e Japão), 22% para os EUA e Canadá e 13% para a América Central. «Para os retalhistas e outros players no mercado de bens de consumo, o desafio é responder a uma “economia a duas velocidades”», sustenta Clifford. «Por um lado, precisam de se adaptar a uma procura em abrandamento nos mercados mais maduros ao gerir o risco e a liquidez e simplificando a cadeia de aprovisionamento. Por outro lado, estão sob pressão para procurar novas fontes de crescimento, o que significa investir mais dinheiro para entrar em novos mercados emergentes e fazer aquisições com o surgimento de oportunidades», conclui.