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O sótão vintage da Tricirculo

A loja online Tricirculo, que nasceu como ponto de encontro dos amantes do vintage no ciberespaço, acabou por se transformar num projeto com loja e marca próprias, no Porto. Hoje, entre achados dos anos 1960 até à década de 90, Natacha Braga, a mentora do projeto, já tem clientes espalhadas pela Europa.

Antes de partir para Barcelona, onde vai estar uns dias «em busca de relíquias vintage», Natacha Braga analisou, em declarações ao Portugal Têxtil, os cinco anos da Tricirculo, que acabam por contar o projeto de vida da responsável pela fotografia, styling, produção e design da marca.

Em criança, Natacha Braga passava horas no sótão da avó, à procura da peça mais invulgar e capaz de contar a melhor história sobre a pessoa que a vestiu. O gosto pela moda, aliado à paixão pela fotografia e design, fez nascer a Tricirculo, no início como loja online de roupa vintage reunida em países europeus.

Hoje, a Tricirculo inclui nas prateleiras digitais e físicas as propostas da marca própria, cuja gama de produtos se centra nos tops e camisolas e, no verão, numa linha de swimwear. «Neste momento, com a nossa marca de vestuário, o que tem sido um grande sucesso são os bikinis, trabalhamos essencialmente com Lycra. No inverno, vamos apostar numa coleção de pelos com padrões e cores únicas», revela a fundadora da Tricirculo ao Portugal Têxtil.

Com preços desde 1 euro e um teto de 80 euros, «dependendo se a peça é ou não usada, se é feita pela equipa da marca ou se é vintage», um dos traços distintivos da Tricirculo é a aposta na imagem, que vai do styling das campanhas à qualidade da fotografia. «Sempre houve o objetivo de fazer crescer mais do que uma loja, um projeto artístico, a fotografia foi e é o alicerce da Tricirculo», aponta Natacha Braga.

Portugal constitui atualmente o principal consumidor da seleção da Tricirculo, mas o portal de comércio eletrónico tem destacado mercados como Espanha, Alemanha, Itália e Suíça. «A Tricirculo tem crescido imenso, sobretudo desde o lançamento da nossa coleção de fabrico próprio. As peças são todas confecionadas em Portugal, pela nossa equipa de confeção, e os tecidos que arranjamos são sempre de empresas distintas, uma vez que procuramos tecidos diferentes dos que encontramos habitualmente no mercado mais comercial e de fácil acesso», explica Natacha Braga.

Considerando o sucesso da marca/curadora, nos planos da Tricirculo estão já a abertura de uma loja em Lisboa.