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O sportswear sustentável da Nüwa

Ecológica e com um cunho social, a Nüwa é a mais recente aposta da Confeções Calvi, empresa fundada em 1977. A marca de sportswear nasce pela mão de Catarina Lopes, que pretende levar a Nüwa até aos países nórdicos e, no futuro, aos EUA, enquanto simultaneamente apoia uma boa causa.

Prestes a ser lançada em setembro, a Nüwa distingue-se «por ser uma marca de sportswear feita a partir de matérias-primas 100% recicladas. Temos hoodies e t-shirts produzidos com excedentes de algodão e poliéster de plástico reciclado», explica Catarina Lopes, fundadora da marca, ao Portugal Têxtil. A Nüwa, 100% produzida em Portugal, tem também um cunho social. 1% dos lucros da marca serão enviados para a associação AMURT (Ananda Marga Universal Relief Team). «Como muitos se recordam, ocorreu em Moçambique recentemente um ciclone que acabou por ter um efeito devastador na ilha. A AMURT está a ajudar a reconstruir o saneamento, para que esta população tenha acesso a água potável e a condições sanitárias», conta Catarina Lopes.

A também gestora de marketing da Confeções Calvi entrou, há cerca de um ano, na empresa familiar precisamente para lançar a Nüwa. «Trabalhei na indústria farmacêutica, na área de marketing, e gostava bastante. Depois percebi que gostava mais de marketing do que propriamente da saúde e optei por fazer marketing na indústria têxtil. Quando surgiu esta oportunidade de conseguir fazer algo de diferente na empresa da minha família, que acrescentasse valor ao têxtil e que tivesse o meu cunho pessoal, não pensei duas vezes e abracei o projeto», revela.

A estratégia já está bem definida para o primeiro ano, tendo a marca sido apoiada pelo projeto Norte Digital. «Vamos apostar na notoriedade da marca, em dar-nos a conhecer e em produzir conteúdo para as pessoas perceberem quem é a Nüwa, o que a Nüwa suporta e qual é o seu propósito», explica. O primeiro passo já foi dado com o lançamento de uma campanha de crowdfunding no Indiegogo. O objetivo é chegar à Alemanha, Reino Unido e Norte da Europa, «porque são países já muito sustentáveis. Futuramente seria os EUA, porque os EUA têm uma pegada digital gigante», aponta.

No seio da indústria têxtil

A Nüwa foi criada no seio da Confeções Calvi, sediada em Vizela. «É uma empresa familiar, que já vem desde o meu avô. Apesar de se chamar Confeções Calvi, tem todos os departamentos, desde tecelagem, corte, estamparia, sublimação, lavandaria e confeção», desvenda Catarina Lopes.

Com cerca de 130 trabalhadores e a produzir mensalmente aproximadamente 750 mil artigos, a Confeções Calvi exporta 100% do que produz, principalmente para Espanha. O volume de negócios rondou os 11 milhões de euros. «2018 foi um ano de crescimento», assegura Catarina Lopes.

«Investimos mais de 2 milhões de euros em inovação tecnológica, nomeadamente na área da estamparia têxtil, digital e confeção», revela. Segundo a gestora de marketing, em 2019 a empresa está a apresentar «um crescimento constante e sólido, apesar da quebra do mercado têxtil. Estamos num período de expansão. Os nossos objetivos a médio e longo prazo são a contínua aposta na inovação com foco na sustentabilidade, ecologia e no comércio eletrónico», adianta.