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O tempo e o espaço da Wedoble

Traçando a cronologia da marca nascida no berço da A. Ferreira & Filhos, há 13 anos que a Wedoble acompanha o crescimento dos mais pequenos dos 0 aos 24 meses. Ao tempo, junta-se o espaço, com Itália como melhor mercado e 12 showrooms além-fronteiras.

A marca de vestuário infantil Wedoble cresceu, segundo a diretora da marca, Márcia Pacheco, «50% no ano passado», salto impulsionado pelos 300 clientes ativos – a maioria (70%) nos mercados externos.

«O nosso principal mercado, neste momento, é o italiano que representa cerca de 30%. Reino Unido e Espanha também representam uma fatia já interessante da quota de exportação», explica Márcia Pacheco ao Portugal Têxtil. Alemanha, Suécia, Noruega, Dinamarca e Canadá, «também têm bastante aceitação» e o Norte da Europa é para a Wedoble «bastante apetecível».

Presente em salões internacionais da especialidade como a Pitti Bimbo em Florença (ver Portugal dos pequeninos em Florença), a Fimi em Madrid e a Bubble London, um dos trunfos da marca própria da A. Ferreira & Filhos é a aposta crescente na peça completa (wholegarment).

«O nosso objetivo principal é que sejam peças confortáveis e adaptáveis aos bebés. No verão, as nossas coleções são 100% algodão, no inverno privilegiamos o 100% lã», destaca a diretora da marca.

Presente em 280 lojas multimarca aquém e além-fronteiras, com um showroom em Vila Nova de Gaia, um em Lisboa e outros 12 espalhados por Espanha, Itália e Reino Unido, a loja online garante já 5% das vendas da Wedoble.

«Para além da nossa loja online, vendemos também noutros marketplaces, tanto em Portugal como no Reino Unido», acrescenta Márcia Pacheco.

A ambição da empresa-mãe A. Ferreira & Filhos é que, daqui a 4 anos, a Wedoble represente 50% do total da faturação. «Neste momento, já estamos próximos dos 30%, mas chegar aos 50% ainda significa vender bastante mais do que vendemos, o que às vezes é uma dificuldade conciliar internamente, em termos de produção», afirma a brand manager.

Garantindo praticamente a totalidade a produção da marca, a A. Ferreira & Filhos não quer que nada falte à sua prole e, por isso, o investimento dentro de portas tem sido constante.

«Aquele investimento mais sonante é que, num espaço de tempo muito curto, comprámos as três máquinas mais avançadas do mundo que fazem wholegarment em jogo fino. Mas, atenção, também investimos noutras máquinas», revelou Nöel Ferreira, membro da administração da empresa, sobre um investimento total, nos anos recentes, de aproximadamente 700 mil euros, ao Jorna Têxtil (edição dezembro 2017).

A atual meta de faturação da A. Ferreira & Filhos, nas palavras do administrador, é «chegar aos 4 milhões de euros» já este ano.