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«Olhar para a frente é que é o desafio»

Numa entrevista a duas vozes ao Jornal Têxtil, os irmãos Paulo Augusto e Luís Oliveira levantam a ponta do véu sobre os atuais planos da Paulo de Oliveira, onde se destacam a nova aposta no segmento de senhora, com uma coleção desenvolvida numa parceria luso-italiana mostrada atualmente na Première Vision – onde estão nomeados para os PV Awards –, a expansão em força nas Américas e a transformação para uma indústria “verde”.

Agregando três empresas – a Paulo de Oliveira, a Penteadora e a Tessimax –, o Grupo Paulo de Oliveira é hoje o maior grupo no sector dos lanifícios no país e um dos maiores na Europa. No total, emprega mais de 1.200 pessoas, gere um portefólio de mais de 2.000 clientes e registou um volume de negócios de cerca de 80 milhões de euros em 2017.

Com a tecelagem e os acabamentos recém-renovados na empresa-mãe, a Paulo de Oliveira – num investimento na ordem dos 15 milhões de euros nos últimos três anos – , os próximos passos passam pela modernização da tinturaria, numa altura em que a produtora laneira se prepara para os desafios levantados pelo aumento do preço da matéria-prima e da mudança no retalho e no consumo.

Investiram cerca de 15 milhões de euros na Paulo de Oliveira nos últimos três anos. Quais foram as razões subjacentes a este investimento?

Paulo Augusto Oliveira

Paulo Augusto Oliveira – Nos últimos anos, a empresa investiu muito porque houve uma alteração estrutural do modelo de negócio. Não somos uma empresa pequena dentro do nosso segmento, estamos entre as três maiores empresas de lanifícios na Europa. Somos, por isso, uma empresa que não está imune àquilo que são as grandes tendências do mercado onde atuamos. E o mercado alterou-se estruturalmente com a abertura aos países asiáticos, sobretudo, além de que houve muitas mudanças que se traduziram numa alteração profunda do perfil do cliente. Desde 2005 sentimos a necessidade de alterar o tipo de produto e o tipo de cliente a quem nos dirigíamos. A empresa estava demasiado vocacionada para um negócio de preço médio-baixo e de volume médio-grande. Hoje o nosso negócio é algo diferente. É um negócio de produto inovador, de serviço, de produto muito mais sofisticado, de entregas mais rápidas, de séries mais pequenas e, portanto, a estrutura fabril teve que ser alterada. Estes investimentos têm muito a ver com uma linha condutora que passa pela flexibilidade – não tanto a questão de máquinas mais rápidas e que produzem mais, grandes séries, mas máquinas que nos permitem produzir séries mais pequenas, maior qualidade, melhorar serviço, customização de produto.

Luís Oliveira

Luís Oliveira – A palavra principal tem que ser essa, flexibilidade. É a adaptação e é a facilidade de se adaptar ao mercado, que está constantemente em mudança.

De que forma se salvaguarda uma empresa desta dimensão com um investimento dessa grandeza perante a volatilidade do mercado?

Paulo Augusto Oliveira – Não há nenhuma garantia, evidentemente. Digamos que a empresa gera um determinado fluxo financeiro e nós investimos em função disso. Temos um orçamento, em função dos meios libertos da empresa. Temos uma boa situação financeira, não dependemos de terceiros para financiar os investimentos que fazemos. Estudamos, ponderamos e fazemos os investimentos em função daquilo que necessitamos e que achamos que será mais relevante no futuro. Nós somos empresários. Eu faço parte da Mesa da Misericórdia da Covilhã, mas isto não é a Santa Casa da Misericórdia. Nós estamos aqui para ganhar dinheiro porque essa é a única via para a sustentabilidade. Investimos em todas estas valências mas fazemo-lo com ponderação e com critério para que se rentabilizem os investimentos. Vamos investindo progressivamente. A transformação da empresa tem vindo a ser feita nos últimos anos, não é feita do dia para a noite, é passo a passo.

Porquê investir agora e não em 2005, quando o mercado mudou drasticamente?

Paulo Augusto Oliveira – A partir de 2005 houve alguns anos de indefinição, não sabíamos exatamente a evolução que iria haver na têxtil e, portanto, foram anos em que fomos mais prudentes na parte dos investimentos. Depois entra a crise de 2007 e 2008 e a prudência redobrou. Entretanto, as empresas são como organismos vivos, às vezes precisam de ser rejuvenescidas e esse rejuvenescimento tem de acontecer ao nível da área industrial e dos recursos humanos. Não falo só da nossa empresa, mas no geral, sobretudo as grandes empresas, que durante estes 10 anos envelheceram. E envelheceram neste aspeto dual, seja na estrutura fabril, seja na estrutura humana. Nos últimos anos estamos a assistir a uma renovação, e repito, constato com agrado que também outras empresas têxteis estão a fazer um trabalho muito bom. A indústria passou por a uma “sangria” violenta mas quem ficou é resiliente. A têxtil mudou, renovou-se e está melhor. E é isso que também estamos a fazer. É mais fácil ver a renovação que há ao nível do parque de máquinas mas também existe ao nível dos recursos humanos – também estamos a procurar dar melhores condições às pessoas que trabalham connosco.

Para o futuro, antecipam outras mudanças?

Paulo Augusto Oliveira – Sim, estamos numa conjuntura desafiante, penso que haverá transformações muito grandes ao nível da têxtil. Não sei dizer exatamente o que nos espera, sei dizer algumas coisas que achamos que vão alterar muito. Por exemplo, o comércio online vai alterar enormemente tudo o que é a forma de funcionamento da têxtil, vai haver muitas alterações em termos de processo de fabrico, robotização, automatização, digitalização…Tudo isso vai alterar bastante a fileira têxtil e vai criar-nos desafios. É provável que haja uma pressão muito maior sobre a velocidade das entregas, a rapidez vai ser um fator mais crítico no futuro. Pode jogar a nosso favor ou não, depende de muitos fatores, porque somos uma parte da fileira. Nós não fabricamos produto confecionado. Portanto, saber qual é o resultado final de tudo isto, não é fácil prever.

Podemos tirar daqui que, para a nossa estrutura produtiva, vai seguramente implicar entregar mais rápido. Se no futuro isso vai jogar a nosso favor ou não, talvez jogue, mas não é garantido. Onde é que vai ser feita a confeção? Em Portugal? Ou vai continuar a ser feita na Ásia? Não sabemos. Por outro lado, seguramente a robotização vai permitir uma relocalização. Há muitos fatores que vão estar em equação nos próximos anos e que vão seguramente revolucionar a indústria têxtil e que vão ser interessantes de acompanhar. A indústria 4.0 é um aspeto a merecer atenção.

Luís Oliveira – A indústria 4.0 para mim já existe. É uma junção de tecnologias práticas que já existem, que estão a ser implementadas ao longo dos anos e que agora se resolveu chamar de indústria 4.0. Quem já as tem é uma questão de começar a juntá-las, evolui-las, adaptá-las e começar a ter cada vez mais informação sobre o processo fabril. A indústria 4.0 é termos a informação em tempo real sobre as máquinas, sobre o produto, onde anda e como foi feito.

Como se mantém competitivo um grupo com 80 anos, num panorama que já não é local nem regional, mas mundial?

Paulo Augusto Oliveira – Nós nascemos na têxtil, existe uma paixão muito grande e uma dedicação muito grande à indústria. Nós gostamos da têxtil, gostamos de fazer o que fazemos e essa paixão é que tem ajudado a manter isto. E foi-se transmitindo.

Luís Oliveira – Esta paixão é algo que se herda, que se fomenta e que se trabalha.

Paulo Augusto Oliveira – É relevante salientar que nós reinvestimos os lucros que obtemos e é triste verificar que todos estes custos de contexto decorrentes de políticas públicas inadequadas, como a referida taxa de ocupação do subsolo, afetam a competitividade de empresas como a nossa e, com isso, reduzem os investimentos e a criação de emprego. E depois fala-se das desigualdades e em promover o investimento no interior!

Percorrendo esta história de oito décadas, o que fica de todos esses anos?

Paulo Augusto Oliveira – Fica o que está por fazer. O que está para trás orgulha-nos mas interessa-nos o que está por fazer. Costumo dizer que começamos todas as estações como se fosse um novo campeonato, começa sempre a zero. A têxtil é um desafio constante, porque de cada vez que sai uma coleção nova, temos que provar que sabemos fazer e vamos ser reavaliados sempre, de seis em seis meses. Isso é uma das coisas que faz com que a têxtil seja interessante, porque estamos sempre a ser questionados. Todas as estações temos de ser capazes de nos reinventar. Olhar para trás é simpático, mas olhar para a frente é que é o desafio.

E o que falta fazer?

Luís Oliveira – Falta tempo para se conseguir fazer ainda mais do que o que se faz, porque ideias não faltam. Quem quer ter uma empresa que esteja no mercado e com perspetivas de futuro, tem que estar continuamente a evoluir. Está provado no têxtil que se não fizermos isso, estamos mal. E ainda há muita coisa a fazer.

Paulo Augusto Oliveira – Em termos de políticas públicas, provavelmente poderia haver, a nível do país, uma aposta mais forte na fileira têxtil e em criar condições para tirar partido daquilo que se prevê que possam ser estas evoluções que estamos a falar em termos do futuro da têxtil, que passam muito pela predominância do comércio online, por questões mais relacionadas com a automatização de processos, robotização, que se calhar vão criar algumas condições para haver alguma indústria têxtil de novo numa lógica de maior proximidade aos mercados consumidores. Poderá acontecer e provavelmente a indústria tenderá a instalar-se e a desenvolver-se aonde sejam criadas condições para que possa florescer. Pode ser na Europa, pode não ser. Provavelmente vai haver mudanças nos próximos anos naquilo que pensamos que é a localização das indústrias têxteis. No caso dos lanifícios, a situação é ainda mais complexa, porque o nosso produto âncora é o fato de homem. O lanifício vive basicamente do mercado masculino e do fato, que não é propriamente um produto muito excitante neste momento. Daí que seja necessário termos coisas diferentes. A aposta que fazemos, em termos de grupo, passa muito por encontrar aplicações alternativas para os nossos produtos tradicionais, mas também por fazer produtos diferentes, com uma componente técnica distinta, uma aposta em têxteis técnicos e em produtos, por exemplo, de vestuário de proteção.

Há planos para novos segmentos de produto?

Paulo Augusto Oliveira – Fazemos sempre coisas novas. Procuramos fazer misturas novas, como, por exemplo, artigos lã/algodão ou lã/linho. Estamos também a apresentar uma coleção de senhora com um parceiro italiano. É uma coleção nova, exclusivamente dedicada ao universo feminino. E agora vamos ter um departamento específico dedicado ao mercado de senhora [na Paulo de Oliveira].

A diversificação de produtos foi pensada para compensar a quebra de vendas nos fatos de homem?

Paulo Augusto Oliveira – Sim, também. Se, nos últimos anos, o mercado não cresce e a nossa empresa tem crescido, esse crescimento vem de ganhar quota de mercado, evidentemente. É mais difícil crescer num mercado que está maduro, em que crescer implica conquistar quota de mercado, mas nós temos sido capazes de fazer isso. O próximo ano vai ser mais desafiante porque tem este contexto de uma alteração de preços muito importante, que pensamos que vai continuar. Portanto, vai obrigar-nos a estar atentos para defender os nossos mercados e, ao mesmo tempo, também nos vai dar a oportunidade, provavelmente, de irmos buscar um pouco mais de quota.

Que áreas poderão ser privilegiadas em próximos investimentos na empresa?

Paulo Augusto Oliveira – Hoje temos uma unidade ultramoderna, “state-of-the-art”, na área da tecelagem e acabamentos. Estas são áreas-chave para acrescentar valor e melhorar a flexibilidade. Nos acabamentos, nos últimos três anos, renovámos praticamente as maquinas todas. No próximo ano, a tinturaria vai merecer alguma atenção. O departamento onde investimos menos, e que se calhar nos próximos anos é uma área que vamos ter de reanalisar, tem a ver com o início da nossa fileira produtiva, a fiação. Porque a fiação é, no nosso tipo de produto, onde é mais difícil criar valor acrescentado, mas é também onde o custo de energia é predominante. Temos um custo de energia similar ao custo da mão de obra. Infelizmente, o custo da energia em Portugal é muito alto e, portanto, o investimento nas fiações não é fácil. Não é por acaso que vamos investir em painéis solares antes de investir na fiação.

Quantos painéis solares vão ser instalados?

Paulo Augusto Oliveira – Vão ser quase 10.000, que vão permitir baixar um pouco o custo energético.

Luís Oliveira – Vão permitir produzir à volta de 35% da energia, no mínimo um terço. Por outro lado, e apesar de já sermos muito eficientes, estamos sistematicamente a implementar medidas de melhoria de eficiência energética.

Dentro do grupo que importância reconhecem à sustentabilidade?

Paulo Augusto Oliveira – Todas as questões relacionadas com a sustentabilidade vão ser cada vez mais importantes e desafiantes. Na questão da sustentabilidade temos duas vertentes: a do produto e a do processo produtivo. Fomos das primeiras empresas em Portugal a fazer tratamento de efluentes, instalando uma ETAR. Um dos nossos objetivos é ser uma empresa socialmente responsável e sustentável, estamos muito comprometidos com a aplicação de práticas de negócios responsáveis e com uma boa gestão de recursos, queremos poder dizer que somos a empresa mais “verde” da indústria de lanifícios à escala mundial.

Em que diferem a Paulo de Oliveira, a Penteadora e a Tessimax entre si?

Paulo Augusto Oliveira – O ADN delas é comum: o produto é a lã. Na Paulo de Oliveira somos mais centrados no produto moda; a Penteadora, para além do produto moda e uma parte de produto cardado, que não está presente na Paulo de Oliveira, tem também a parte dos tecidos técnicos e corporate; a Tessimax, no essencial, é a fiação do grupo e faz também serviços para a Paulo de Oliveira e para a Penteadora.

Quantas pessoas empregam?

Paulo Augusto Oliveira – No grupo temos 1.200 pessoas: na Paulo de Oliveira são pouco mais de 500, na Penteadora um pouco menos de 400 e na Tessimax cerca de 300.

Como se renova o efetivo de trabalhadores num grupo desta dimensão?

Luís Oliveira – Tem sido muito difícil. Aqui temos que equacionar duas situações: uma é a falta de formação universitária, porque fechou o curso têxtil e nesse âmbito de pessoas com qualificações mais elevadas está difícil, porque deixou de haver essa base que havia quando tínhamos o têxtil na UBI. E, ao nível de trabalhadores com menos qualificações, apesar de terem encerrado tantas empresas, se quisermos contratar um tecelão, uma urdideira, não há… estão já na reforma. Portanto, estamos a recorrer a cursos de formação ou damos formação interna. Temos que formar. Temos cooperado com o Modatex, com quem vamos fazendo alguns cursos de formação e depois fazemos a formação interna.

Como correu 2017?

Paulo Augusto Oliveira – Correu bem, conseguimos alcançar os objetivos a que nos tínhamos proposto. Houve algumas alterações internas mas o grupo cresceu mais ou menos 5%.

Com que volume de negócios terminaram o ano?

Paulo Augusto Oliveira – Com cerca de 80 milhões. Em termos de resultados também correu de acordo com os objetivos, portanto, foi um ano positivo. Este ano vai ser mais desafiante, por causa das matérias-primas. Uma das questões que vai seguramente afetar o negócio em 2019 é que, além de todas estas transformações que há na maneira de vestir e que vão afetar o negócio dos lanifícios, neste momento temos o mercado das lãs em exuberância. Batem-se recordes diários de preços da matéria-prima. A relação entre o preço da lã e do algodão, que historicamente andava entre três ou quatro vezes mais cara, neste momento está 7 a 1, ou seja, a lã está sete vezes mais cara do que o algodão. Nos últimos três anos praticamente duplicou o preço da lã e nos últimos cinco anos quase triplicou, o que é muito difícil de repercutir no mercado final.

O que está a fazer disparar o preço da lã?

Paulo Augusto Oliveira – Há vários fatores. Hoje quase 80% do mercado da lã é na China. Pode haver uma pequena parte que seja especulação, mas o essencial tem a ver com o consumo na China. Por outro lado, também se verifica que está a ser utilizada lã em muitos produtos onde anteriormente não havia a presença da lã. Isto tem a ver também com questões relacionadas com o tema da sustentabilidade. O facto de a lã ser uma matéria-prima natural, vista como uma matéria-prima “verde”, com boas propriedades e que hoje está a ser utilizada até em vestuário desportivo e outro tipo de produtos onde anteriormente não era usada. E daí, também dentro da estratégia do nosso grupo, termos que considerar produtos que há uns anos atrás não fazíamos. Numa altura em que vemos o mercado dos fatos, que é um mercado maduro, em decréscimo, não é fácil passar para o mercado aumentos de preços. Implica que sejamos capazes, em termos das nossas propostas de coleção, de apresentar alternativas de produtos que permitam aos clientes posicionarem-se dentro dos seus preços-alvo.

Quantos clientes compõem o portefólio do grupo?

Paulo Augusto Oliveira – Mais de 2.000 clientes ativos.

Como estão eles distribuídos geograficamente?

Paulo Augusto Oliveira – A Europa é ainda o maior mercado. E nos últimos anos verifica-se um crescimento grande na Ásia – já tem um peso razoável no nosso volume de negócios. Claro que continua a ser possível crescer e vamos continuar, mas já tem um peso significativo. Nos próximos anos gostávamos de equilibrar isto, falta-nos uma atenção maior sobre o mercado americano. Gostávamos de crescer mais no mercado americano. É um dos objetivos que temos para os próximos anos – é onde temos as maiores potencialidades de crescimento porque temos uma presença mais fraca. Temos que trabalhar melhor a América do Norte e a América do Sul.

Que futuro anteveem para a indústria têxtil e vestuário em Portugal?

Paulo Augusto Oliveira – A perspetiva que temos é que vai ocorrer uma transformação muito grande, com origem no retalho e também com origem no processo produtivo, porque vai haver muitos elementos a alterar a eficiência do processo produtivo. Acredito que algumas destas alterações vão ser positivas para a indústria portuguesa, mas isto é simultaneamente uma ameaça e uma oportunidade. Às vezes queremos ver o copo meio cheio, mas depende da maneira como olhamos para ele. Parte dos grandes investimentos [das empresas] eram necessários. Não podemos olhar para a indústria têxtil e dizer que isto é um mar de facilidades, porque não é, e que as empresas estão a investir porque está tudo bem, não é verdade. Uma grande parte deste investimento deriva da necessidade que as empresas tiveram porque houve, durante muitos anos, uma paragem. As pessoas têm tendência a dizer “fazemos isto, fazemos aquilo e está tudo cor de rosa”. É mentira. Não está nada cor-de-rosa. Mas temos de investir porque a roda tem de continuar a girar. Houve muitos anos em que, infelizmente, a roda parou. E quando falamos em rejuvenescer, é rejuvenescer a unidade produtiva, mas é também rejuvenescer a estrutura de recursos humanos. É um desafio duplo.