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Onda tecnológica na Première Vision

A Première Vision Paris prepara-se, para mais uma vez, reunir toda a fileira, dos fios à confeção. Além das novas tendências, o certame “seis em um” – onde, de Portugal, estarão 55 empresas e o Ministro da Economia – está também a acompanhar o desenvolvimento da chamada tecno-moda com a estreia do conceito Wearable Lab.

Milhares de empresas vão concentrar-se na Première Vision Paris de 7 a 9 de fevereiro para dar a conhecer as suas propostas para as próximas estações, divididos entre os salões Yarns, Fabrics, Accessories, Designs, Leather e Manufacturing.

De Portugal partem 55 empresas de fios, tecidos, acessórios, pele e confeção, com coleções pautadas pela diferenciação, criatividade e qualidade.

Na Tearfil, a coleção de fios integra, como habitualmente, novos produtos, onde predominam características funcionais. «Vamos apresentar uma gama de novos produtos com propriedades antibacterianas permanentes», revela ao Portugal Têxtil Artur Soutinho, CEO do Grupo MoreTextile, onde a Tearfil está integrada.

Presente pela segunda vez na Première Vision Fabrics, a Têxtil de Serzedelo tem «expectativas naturalmente elevadas», tendo em conta que, afirma José António Teixeira, é «a maior feira do sector». Tendo como objetivo a consolidação e reforço da notoriedade da empresa nos mercados internacionais, a oferta concentra-se em tecidos com fios délavè, com propostas com texturas e combinações de cores contemporâneas, «que refletem um espírito casual e chique onde linhos e seersuckers nos transportam para ambientes tropicais», destaca o responsável de exportação ao Portugal Têxtil.

Já a Rorene estreia-se em Paris nesta edição, uma participação que conta com o apoio do projeto 100% Internacional, promovido pelo CENIT. A empresa de confeção escolheu a Première Vision Manufacturing para dar o primeiro passo nas feiras internacionais. «Embora já estejamos cá a conseguir alguns contactos, que espero que deem alguns frutos, a feira é uma experiência e se calhar é o futuro para nós», indica Avelino Rocha, sócio-gerente da Rorene, ao Portugal Têxtil.

No primeiro dia da feira, a “equipa” nacional conta ainda com um reforço governamental, já que o Ministro da Economia, Caldeira Cabral, respondeu positivamente ao convite para visitar o certame formulado pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, que através do seu braço para a internacionalização, a Associação Selectiva Moda, apoia a presença de várias empresas na Première Vision Paris.

Para além das novas coleções e tendências, os visitantes – que na edição de fevereiro de 2016 ascenderam a 55.025 profissionais – podem também participar no calendário de eventos paralelos, onde consta uma conferência sobre o “ressurgimento do sourcing local” e a apresentação dos resultados de 2016 do barómetro IFM-Première Vision.

A organização vai ainda estrear o Wearable Lab, uma área dedicada à inovação e novas tecnologias aplicadas à moda. «Com as novas tecnologias a terem transformado a nossa relação com o mundo, uns com os outros e com o ambiente, testemunhamos ao longo dos últimos 15 anos a emergência de um novo território económico e criativo, que funde as esferas da moda e da tecnologia», explica a Première Vision em comunicado.

No âmbito deste Wearable Lab estarão em exposição 10 trabalhos experimentais, com vestuário e acessórios, que ilustram os desenvolvimentos nos últimos 10 anos. Haverá ainda um showroom com quatro startups – Digitsole (França), Percko (França), Spinali Design (França) e Teiimo (Alemanha) – que irão mostrar as suas mais recentes inovações e objetivos futuros e a conferência “Fashiontech, futuro ou utopia?”, com especialistas que irão debater os desafios e oportunidades desta nova área de negócio que conjuga moda e tecnologia.