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“Open Your Mind” chegou a 400 instituições nacionais

A campanha promovida pela Comissão Europeia, que tinha como objetivo incentivar os jovens a percecionarem as oportunidades de trabalho em sectores estratégicos da economia portuguesa, chegou ao fim depois de nove meses no ativo e de se ter apresentado a cerca de três mil alunos.

[©EASME]

Batizada “Open Your Mind”, a campanha promovida pela Comissão Europeia através da EASME (Executive Agency for Small and Medium-sized Enterprises) e da DG GROW (Directorate General for Internal Market, Industry, Entreperneurship and SMEs) apresentou-se a mais de 400 instituições como escolas secundárias, escolas profissionais e ensino superior, atingindo, deste modo, cerca de três mil alunos.

O objetivo do projeto apresentado em outubro de 2019 foi precisamente captar jovens com menos de 30 anos para os sectores do têxtil, vestuário, curtumes e calçado, desmistificando preconceitos associados a profissões tradicionais na Europa que tendem a existir nas gerações mais novas. A ação surge com a necessidade de inovação nestas áreas onde as tecnologias digitais e a sustentabilidade são «cada vez mais imprescindíveis».

Em tempos de pandemia, a iniciativa arrancou com uma nova fase em formato digital que proporcionou um conjunto de webinars aos jovens, que além de participaram nestas conferências também receberam newsletters. As redes sociais foram igualmente um aspeto relevante para manter a comunicação com os integrantes do projeto, que atenderam ainda a workshops e eventos como o Portugal Fashion, Modtissimo ou a ModaLisboa.

[©EASME]
A “Open Your Mind”, que foi implementada com o mesmo propósito em Espanha, Itália, Roménia, Polónia e Alemanha, o que conclui um total de seis países em que a campanha decorreu, a contar com Portugal, por serem mercados significativos nas exportações europeias, contou com a participação de vários profissionais das indústrias de foco do projeto, como designers, empresários, dirigentes associativos, docentes e formadores, que partilharam experienciais pessoais e deram aos alunos a oportunidade de verem muitas dúvidas esclarecidas.

«O projeto pretende estabelecer uma nova cooperação estratégica entre os parceiros-chave (empresas, sindicatos, instituições de investigação educação e formação e entidades públicas) e estimular ações concretas para minimizar a falta de recursos humanos nestes setores», afirma a EASME em comunicado.

Durante o programa, os participantes ficaram a conhecer novas profissões nas indústrias têxtil, vestuário, curtumes e calçado que, de acordo com as estatísticas, possuem uma alta taxa de empregabilidade em áreas que vão para lá do processo de fabrico e abrangem vertentes como marketing, finanças, logística e retalho. O futuro destas áreas foi outro dos aspetos abordados com destaque para a inovação, o progresso na sustentabilidade ambiental e nas novas técnicas produtivas.

[©EASME]
Estas indústrias faturam, anualmente, mais de 200 mil milhões de euros, em cerca de 225 mil empresas, que empregam mais de dois milhões de pessoas, das quais 66% são mulheres.

A iniciativa já concluída teve como parceiras, entre outras, associações europeias representativas destes sectores como a APICCAPS, COTANCE, CEC, CICECO, EURATEX, EVBB, EEN, UNIONCAMERE PIEMONTE, FESI, FILCTEM- CGIL e PIOT.