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Oportunidades de crescimento

A Nike registou no final de junho uma escalada no preço das suas ações, depois de revelar um aumento nos lucros e vendas no quarto trimestre, impulsionado pelo crescimento em todas as categorias-chave. Os resultados atingiram os 698 milhões de dólares para o trimestre encerrado a 31 de maio, um aumento de 1% em relação ao ano anterior, enquanto a margem bruta expandiu 170 pontos base para os 45,6%. As receitas subiram 11% para os 7,4 mil milhões de dólares, fomentadas pelo crescimento nas principais categorias e regiões. Falando sobre os resultados da empresa, Mark Parker, presidente-executivo da Nike, contou aos analistas que é frequentemente questionado sobre como pode a Nike continuar a crescer. «Em primeiro lugar, não há absolutamente qualquer falta de oportunidades de crescimento para a Nike. Isto nunca foi tão claro para mim como é hoje», assegurou «Quando olho para dentro e ao longo das nossas cinco marcas, seis regiões e oito categorias, vejo um enorme potencial inexplorado. E isso inclui áreas em que podemos construir em cima da nossa base atual (…), bem como as áreas onde podemos alargar a nossa atual posição de liderança, como corrida, basquetebol e futebol», explicou Parker. A chave para desvendar esse potencial, segundo o presidente-executivo da Nike, é focalizar o consumidor. «O mundo está a tornar-se cada vez mais interligado e os consumidores esperam que as empresas sejam capazes de oferecer o mesmo nível de inovação em todos os lugares. E isso significa continuar a elevar e acelerar o nosso nível de inovação em produtos, em serviços, na nossa cadeia de aprovisionamento e no nosso ecossistema digital», acrescentou. Um dos maiores impulsionadores da expansão da margem bruta no próximo ano fiscal, apontou o presidente financeiro Don Blair, será garantir a aplicação de uma série de iniciativas da cadeia de fornecimento e fabrico, para além de otimizar a equação de valor do preço. Em maio, a Nike publicou o seu “Sustainable Business Performance Summary” para o ano fiscal de 2013, no qual sugeriu a necessidade de uma nova abordagem radical, a fim de conduzir uma mudança indispensável em toda a indústria para ajudar a reduzir o desperdício, utilizar materiais e mão-de-obra de forma mais eficiente e rentável e gerar crescimento. Isso, de acordo com a empresa, poderá assumir a forma de trazer a fabricação para mais perto do mercado, mas envolverá também uma mudança radical, que vê os trabalhadores como fonte de inovação e a pedra angular de uma base de aprovisionamento mais produtiva e estável. Olhando para o ano fiscal de 2015 da Nike, as expectativas da empresa revelam-se em grande parte inalteradas, com as receitas reportadas previstas crescer a uma taxa de um dígito alto. Parker afirmou aos analistas que «alinhámos a nossa liderança e recursos para aproveitar totalmente as oportunidades com o maior potencial de crescimento. Com as nossas ligações profundas ao consumidor e a nossa orientação obsessiva para inovar, vamos excitar, inspirar e, sem dúvida, surpreender. É isso o que devem esperar da Nike no ano fiscal de 2015 e além».