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Oposição exige medidas urgentes

Considerando insuficientes os programas de apoio enumerados por Manuel Pinho, ministro da Economia, ontem, num debate solicitado pelo PCP, no Parlamento, os partidos da oposição exigiram medidas urgentes para responder às dificuldades do sector têxtil

Em resposta, o ministro da Economia garantiu que o sector têxtil ainda tem futuro. Manuel Pinho definiu que o Governo apostará em novos materiais, marcas e desenvolvimento de “têxteis técnicos e funcionais”. “O Governo não é proteccionista, é amigo da China”, afirmou o responsável pela tutela.

O Governo vai reconfigurar os programas Dínamo, mais focalizado na imagem da marca e no mercado internacional, reforçando a formação profissional e inovando a tecnologia de produção, e AGIRE, para empresas “com manifestas dificuldades” mas ainda viáveis.

O PCP defendeu a cláusula de salvaguarda como “inadiável”. “É necessário defender o mercado nacional através da fiscalização, combater as deslocalizações e favorecer as exportações, através de acções permanentes e sistematizadas”, disse Agostinho Lopes. Entre outras medidas, os comunistas propõem a criação de uma rede de Segurança Social para as vítimas do que consideram ser uma “catástrofe económica e social”.

Também o BE reclamou a criação de um programa de emergência, com apoios para os desempregados e para a restruturação das regiões mais afectadas com a crise. Para os bloquistas a cláusula de salvaguarda é uma mera “aspirina”. Francisco Louçã argumentou que a União Europeia “aceita o desaparecimento do sector” porque “quer vender aeronaves, telemóveis e equipamento metalomecânico pesado à China”.

O CDS insistiu que já é tempo de o Governo apresentar soluções. O PSD apelou para que o mecanismo de salvaguarda seja accionado rapidamente, embora seja uma medida “tão urgente quanto precária”, sublinhou Rosário Águas. O sector precisa é de investimento, insistiu.

Face às preocupações expressas com o desemprego provocado pelo encerramento de empresas, Fernando Medina, secretário de Estado do Emprego e Formação, esclareceu que o Governo tomará “acções preventivas” junto das empresas, reforçará a formação, estimulará iniciativas locais e a passagem dos trabalhadores para outros sectores.

Tendo em conta o interesse e actualidade do tema, brevemente,o Jornal Têxtil fará a presentação detalhada do debate.