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Orfama voltada para o mundo

Foi com uma coleção bem estudada e bastante atrativa que a Orfama fez as malas e aterrou em Paris, na Première Vision, recheada de novas propostas com referência às fibras técnicas e aos produtos diferenciadores.

António Cunha, sales manager da Orfama, destaca da gama de produtos as «matérias-primas nobres: lã/caxemira, lã/seda, algodão/caxemira, merino extrafino, o total easy care lavável à maquina e seco em tambor que é um produto novo que todos os clientes gostam».

No que diz respeito a tendências explica que as «fibras técnicas como a lã e o poliéster que permitem a absorção do calor no corpo, são fibras que os clientes procuram cada vez mais» privilegiando também os jogos grossos, num segmento dedicado à gama media-alta.

Para reforçar a aposta na internacionalização, a Orfama expôs já na Première Vision em Nova Iorque, no início do ano, na SVP em Londres, no passado mês de junho, e na ColombiaModa, em julho último, registando um balanço positivo deste seu périplo pelo mundo.

A estratégia da produtora de vestuário em malha retilínea na captação de novos clientes passa por «apresentar um produto de mais valia que nos diferencie da concorrência» e «que se enquadre dentro das tendências do mercado, é isso que tentamos fazer a cada estação na criação das coleções», revela António Cunha.

A Orfama que dispõe de um efetivo com cerca de 230 pessoas, integra na sua estrutura vertical áreas produtivas como a «tricotagem, ramalhagem, acabamentos e tingimento». O fio, que é na sua maior parte de origem italiana, é selecionado pelo cliente e «a partir daí desenvolvemos o modelo de acordo com as especificações do cliente», explica o sales manager ao Portugal Têxtil.

Com o calendário de 2018 já preenchido com as próximas feiras, nomeadamente, a Première Vision de janeiro em Nova Iorque e a de fevereiro em Paris, António Cunha, entende que «hoje tem que se estar muito próximo dos clientes, não se pode estar na empresa só a tratar dos assuntos burocráticos. Temos que mostrar o produto, saber quais são os clientes que estão interessados e que podem ter interesse no nosso tipo de produto».

Fundada por franceses, a Orfama assume-se portuguesa e tem a Europa como o seu «maior mercado», reconhece António Cunha. A maior percentagem do volume de negócios da empresa resulta da exportação que, inclusive, está representada em alguns países asiáticos de forma consistente através da marca própria Montagut.

«O grupo está dividido em dois segmentos de mercado que é o private label e a marca, trabalhamos com a nossa marca que é muito conhecida essencialmente na Ásia, vendemos no Japão, Coreia, Singapura e China e depois fazemos a parte do private label que é para todo o mundo e fazemos os modelos que os clientes querem», conclui António Cunha.