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Os altos e baixos da H&M

A H&M registou uma queda de 20% nos lucros no terceiro trimestre de 2017, apesar do crescimento nas vendas. A época de saldos de verão acabou por prejudicar as margens da segunda maior retalhista de vestuário. A investida indiana, no entanto, veio afastar a maré de azar.

O lucro líquido dos três meses encerrados a 31 de agosto atingiu os 3,84 mil milhões de coroas suecas (aproximadamente 401 milhões de euros), valor que a H&M justificou com os grandes descontos, já que a retalhista procurou limpar os seus stocks.

O lucro antes de impostos também caiu 20% no mesmo período, até aos 5,02 mil milhões de coroas suecas. Os analistas esperavam uma queda de 21%, de acordo com uma pesquisa da Reuters.

Enquanto isso, as vendas, incluindo IVA, do grupo sueco – que detém também as marcas & Other Stories, Cos, Arket, Weekday, Monki e H&M Home – cresceram 5%, para os 59,38 mil milhões de coroas suecas.

Nos primeiros nove meses do seu ano fiscal, as vendas do grupo H&M, incluindo IVA, cresceram 7%, para os 173,3 mil milhões de coroas suecas.

No entanto, o crescimento das vendas ainda está abaixo do objetivo anual da H&M de uma escalada de 10% a 15%.

«O sector do retalho de moda está a crescer e encontra-se num período de rápidas mudanças, como resultado da digitalização contínua», afirmou o diretor-executivo Karl-Johan Persson. «O cenário competitivo está a ser redesenhado, estão a aparecer novos atores e o comportamento e expectativas dos consumidores estão a mudar, com uma quota cada vez maior das vendas a acontecer online. Esta mudança está claramente refletida nas nossas vendas online, que continuam a desenvolver-se muito bem», acrescentou.

A H&M está em fase de lançamento de novas lojas online nas Filipinas e no Chipre, além dos seis mercados online que já abriu em 2017.

A segunda maior retalhista do mundo planeia também abrir novas lojas físicas na Geórgia até ao final deste ano e no Uruguai e Ucrânia em 2018.

«Nos nossos mercados estabelecidos, estamos focados na otimização do portefólio de lojas através da reconstruções e deslocalizações, ajustes ao espaço de loja e através de encerramentos», revelou Persson.

Globalmente, o grupo H&M espera abrir portas a 90 espaços durante o ano, resultando numa adição líquida de aproximadamente 385 novas lojas.

Sucesso indiano

A contrariar os resultados dececionantes, nos nove meses encerrados em agosto, a H&M mais do que duplicou as vendas na Índia, depois de apostar na venda de artigos a preços relativamente mais baixos do que os da rival Zara.

Com cerca de 17 lojas abertas até agosto, a performance da H&M na Índia foi a melhor dentro do espaço de retalho de vestuário.

«A resposta dos clientes à moda, qualidade e preços globais da H&M, assim como a nossa estratégia de expansão de abrir lojas em zonas metropolitanas e cidades de nível 2, continua a gerar um forte crescimento», reconheceu Janne Einola, diretor da H&M India.

Como o segundo país mais populoso do mundo, a Índia é um mercado particularmente atrativo para marcas nos EUA e na Europa, off e online. A Zara abriu o seu portal de comércio eletrónico na Índia em outubro, enquanto a H&M planeia entrar no mercado online indiano até 2018.