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Os descobrimentos da Comodoro

Ajuda extra para todos os noivos e padrinhos, a marca de gravatas – a que se juntam lenços, laços e alfinetes de gravata – nasceu a tempo da época de casamentos de 2016. Quatro amigos, duas empresas e uma lacuna percebida fizeram nascer a Comodoro que, inspirada pela portugalidade, já navega em águas internacionais. 

Há sensivelmente um ano, os quatro amigos Bernardo Salvador Marques e Martim Yglesias, da empresa BYD – Boost Your Digital, e Luís e Nuno Guimarães, da Música no Espaço, aperceberam-se de duas realidades que se completavam. A primeira, a pouca oferta de gravatas em época de casamentos. A segunda, a qualidade do fabrico nacional que levava muitas marcas internacionais a produzirem estes artigos em Portugal.

«Decidimos investigar onde eles as faziam e, mais no final do ano, tivemos as primeiras reuniões e começámos à procura dos parceiros certos para o projeto», conta Bernardo Salvador Marques ao Portugal Têxtil sobre o lançamento da Comodoro, que acabou por unir os quatro amigos e as duas empresas à designer Catarina Fezas Vital (uma das responsáveis pela marca de calçado Harper), para o portefólio de produtos, e a uma fábrica em Vila Nova de Famalicão, para a confeção.

De nome enraizado na portugalidade e na resiliência dos navegadores portugueses – Comodoro designava o oficial da marinha acima do Capitão –, a marca tem respeitado o legado dos descobrimentos e, nascida em maio, já atracou em portos internacionais.

Nos poucos meses de negócio, ao portal online da Comodoro têm chegado uma média de 150 encomendas mensais, para Portugal, Espanha e Reino Unido, mas também para Hong Kong, Los Angeles e Austrália. «Em julho já iremos ultrapassar esta média, com a vaga de casamentos que está neste momento a acontecer, sendo que as vendas online representam cerca de 40% do total», revela Bernardo Salvador Marques.

Neste momento, a Comodoro disponibiliza três coleções: a “Portuguese Heroes Silk Tie Collection” (gravatas de seda), a “Portuguese Heritage Knitted Tie Collection” (gravatas em malha) e a “Portuguese Innovation Printed Tie Collection” (gravatas estampadas). «Somos uma marca irreverente e procuramos trabalhar com todo o tipo de materiais, desde a seda italiana de Como à cortiça portuguesa, poliéster, linho ou lã. Estamos abertos a trabalhar com todo o tipo de materiais que possam dar sofisticação ao homem português», afirma. Os preços vão dos 19 aos 59 euros e cada gravata é produzida em três tamanhos de largura.

Dedicada a um público masculino urbano e sofisticado, dos 25 aos mais de 50 anos, nesta época do ano, a Comodoro tem um microsegmento «muito importante», constituído pelos noivos, padrinhos e convidados de casamentos e, nas redes sociais, o ambiente é de festa, com publicações alusivas. Na rede é ainda possível conhecer a iniciativa #Crewmodoro. «Estamos a entrevistar pequenos grandes portugueses, cá e pelo mundo fora, que têm histórias de vida inspiradoras, mas desconhecidas», explica Bernardo Salvador Marques ao Portugal Têxtil.

No ambiente offline, é também possível encontrar a Comodoro em “mercadinhos” urbanos e nos espaços de marcas parceiras. Atualmente, as gravatas da marca completam o espaço da Paez, no Chiado, em Lisboa.