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Os esforços de expansão da Philomena

Além de «clássica e elegante», diz ser apropriada para várias ocasiões e aposta na qualidade como conceito principal. Estes são os predicados da marca de vestuário feminino Philomena que, apesar de recente, já consolidou os mercados de Portugal e Espanha.

Ivo Leão

A Foztex – Filomena & Ferreira é a empresa que fez nascer a marca Philomena. Apesar de operar em regime de private label desde a criação em 1989, só mais tarde é que se concretizou o desejo de ter uma marca própria. «A dona da empresa sempre quis ter a sua marca e que a mesma representasse um pouco o que é a sua visão do que é a roupa para senhora. Embora já tivéssemos feito algumas coleções desde 2016, só em 2018 começámos a fazer a distribuição da marca», afirma o responsável de vendas Ivo Leão.

A marca sediada em Paredes apresenta-se com um conceito clássico que promete nunca esquecer um dos aspetos mais importantes para a Philomena: a qualidade. «É uma marca clássica, chique, elegante, que  não é extremamente arrojada em termos de moda, mas que tem sempre algum toque. Tentamos que tenha um bocadinho de tudo e que seja transversal a todo o tipo de utilização, incluindo casacos, calças, camisas e vestidos, e, sobretudo, que tenha qualidade e bom fit. É muito importante para nós», explica.

Por «apostar muito na qualidade dos tecidos e no aspeto das peças», a marca de vestuário feminina veste «uma mulher com classe», assume. «Em termos de faixa etária estará entre os 30 e os 65 anos. É uma mulher com estilo e com algum poder de compra, porque é uma gama média-alta», esclarece Ivo Leão.

Do digital à televisão

Da Foztex – Filomena & Ferreira fazem parte 16 trabalhadores, dos quais três estão associados ao desenvolvimento da marca própria da empresa. «Fazemos a conceção da ideia, temos modelagem interna, temos uma equipa de design que faz também a parte do sourcing para desenvolvermos as coleções.

Depois temos também a equipa comercial que trata do contacto com as fábricas e da produção, porque subcontratamos. Mas controlamos a qualidade junto das fábricas que colaboram connosco», conta Ivo Leão ao Portugal Têxtil.

Ainda com «expressão reduzida na empresa», a Philomena já está presente em Portugal e Espanha em várias lojas multimarca. «Estamos a fazer esforços para conseguir entrar noutros mercados ainda a nível europeu», destaca. Para 2020, a expansão é um objetivo «Vamos tentar o mercado francês e o mercado alemão», adianta o responsável de vendas.

A presença em feiras e as redes sociais são os meios utilizados pela Philomena para aumentar a visibilidade. Olívia Ortiz é uma das figuras públicas à qual a marca recorreu para fazer uma parceria da qual surgiram «muitos resultados». No entanto, estas não são as únicas estratégias aplicadas. «Já entramos no guarda-roupa de uma série espanhola chamada “Allí abajo”. Em Portugal já entramos também em duas novelas e também já fizemos participações no programa da manhã do Goucha quando estava a Cristina Ferreira e quando ela foi para a SIC fizemos também uma participação no programa da manhã dela», enumera.

Desvendar o futuro

O ano de 2019 garantiu à marca de vestuário um volume de negócios que rondou os 250 mil euros. «Foi um ano de crescimento, gostávamos sempre que fosse mais, mas na anterior estação de verão subimos bastante as vendas e achamos que estamos num bom caminho. Correspondeu às expectativas», assegura Ivo Leão.

O futuro da Philomena passa por desvendar coleções-cápsula com o objetivo de proporcionar aos clientes artigos novos. «Não somos uma marca de pronto moda, portanto vendemos para entregar passados seis meses. Vamos tentar introduzir um bocadinho este conceito para apresentar alguns modelos que as lojas possam comprar e receber de imediato para fazer um refresh», revela.

Já para a empresa detentora da marca, cujo volume de negócios rondou os 10 milhões de euros e tem como clientes principais o mercado espanhol e inglês, o objetivo é aumentar o número de mercados e também a participação em feiras.