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Os novos trunfos da Fiorima

A produtora de meias Fiorima tem novas tecnologias que abrem mais possibilidades às equipas de design, desde biqueiras e calcanhares jacquard em cinco cores a bolsos interiores em peúgas.

Estes são alguns dos mais novos artigos que a Fiorima incluiu na sua oferta, prosseguindo a expansão do portefólio em áreas de valor acrescentado. «Procuramos trazer produtos que sejam diferenciadores», afirmou, ao Jornal Têxtil, Paulo Rodrigues, diretor industrial, na última edição da feira de desporto Ispo Munich, que teve lugar no início do ano.

Um desses produtos envolve a possibilidade de desenhar o calcanhar e a biqueira em jacquard a cinco cores. «É uma grande mais-valia que dá a oportunidade aos designers de evoluírem no conceito de desenho para peúga de uma forma mais abrangente, porque até aqui estavam muitas vezes limitados a terem o calcanhar e a biqueira sempre lisos e em contraste», destacou o diretor industrial da Fiorima, citado num artigo da edição de setembro do JT.

Um outro artigo «tem um bolso interior em peúgas de jogo fino, um produto seamless em que podemos meter não só uma proteção para o caso de ser futebol, como para outras atividades desportivas, como é o caso do SwimRun, pôr os flutuadores», explicou Paulo Rodrigues. «Isso trouxe uma grande vantagem na medida em que permite inclusive criar transparências no artigo, no saco que é criado na peúga, para poder fazer publicidade à marca», acrescentou o diretor industrial.

O portefólio de produtos da Fiorima, que emprega 84 pessoas, foi ainda reforçado na área da saúde, com peúgas com tratamentos específicos antifúngicos e para ajudar na cura de ulcerações desenvolvidas na prática do desporto. «Nesse sentido, a utilização de matérias-primas especificas e que são funcionalizadas –como a biocerâmica, o carbono, o cobre e a prata – são, de alguma forma, complementadas com tratamentos para a área médica», destacou. Uma área onde o design também dá o seu contributo, com a criação de zonas de proteção acolchoadas com felpa na meia.

«Como os clientes estão sempre a inovar, nós também temos uma postura de apresentar sempre produtos inovadores, de valor acrescentado», admitiu Paulo Rodrigues ao Jornal Têxtil.

A Fiorima, que exporta praticamente toda a sua produção – a exceção prende-se com uma parceria com uma empresa do grupo Sonae – tem a Europa, EUA e Canadá como principais mercados. «Temos também o mercado da China, conseguimos lá entrar há alguns anos», revelou o diretor industrial, que acredita que «temos a aposta certa, temos é que trabalhar no sentido de consolidar toda esta estratégia».

No ano passado, a empresa manteve a tónica de crescimento e registou um volume de negócios que rondou os 7 milhões de euros. «A política é sempre a mesma: crescer de forma sustentada, não criando grandes ambições, mas crescer», resumiu Paulo Rodrigues, que adiantou que «2017 vai ser um ano positivo, dentro daquilo que é a lógica de crescimento da Fiorima».