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Os sete dias da Cleonice

A marca de vestuário “made in Lisbon” decidiu enfrentar o desafio de vestir uma mulher urbana durante a semana, propondo coordenados para cada dia do ciclo e para dois ambientes distintos: profissional e social. Apresentada este mês de agosto, a Cleonice tem no marketing digital o seu maior trunfo.

O portal de comércio eletrónico da marca ainda está em execução, por isso, quase tudo acontece via Facebook – da divulgação às vendas. Na rede, é disponibilizado um catálogo que permite conhecer cada uma das propostas da Cleonice: os materiais usados, dentro dos quais se destacam o crepe marrocain e o crepe cetim, o porquê da proposta diurna de segunda-feira ter uma silhueta mais solta ou como combinar as peças de vestuário com diferentes estilos de calçado.

«A coleção de roupa feminina “One Week by Cleonice” inspira-se nesta mulher profissional e socialmente ativa, que procura na roupa que veste simultaneamente simplicidade e sofisticação, conforto e formalidade, transparência e mistério», explica Kaleigh Nunes, fundadora da marca, ao Portugal Têxtil.

O batismo da marca foi motivado pelo segundo nome da fundadora (herdado da bisavó italiana) e significa “aquela que ganhou uma vitória gloriosa”. Com ascendência inglesa, portuguesa, italiana e alemã – mosaico étnico que vai iluminando o branding e a imagem da Cleonice –, Kaleigh Nunes nasceu em Portugal, mas viveu sete anos em Londres, onde estudou arquitetura. Regressada a Lisboa, começou por lançar a marca Meggie, de almofadas de praia e, em janeiro, decidiu dar-lhe uma irmã.

A Cleonice acabou por nascer em agosto e a produção é realizada num atelier co-work de costura, em Lisboa, onde a marca está sediada. «Temos duas colaboradoras full-time, uma modista e uma costureira, e uma colaboradora destacada para o apoio administrativo. Nos momentos de grande atividade, a minha mãe e o meu noivo apoiam-me incondicionalmente. E, com o crescimento das encomendas, estamos a criar uma rede de costureiras que se estão a juntar à equipa em regime freelancer», revela Kaleigh Nunes.

Os preços das sugestões diárias da Cleonice variam entre os 38 euros para o “The Monday Top” e os 368 euros do casaco de cabedal “The Saturday Night Jacket” – informação também disponível no catálogo digital.

Nesta fase de arranque, investigação e desenvolvimento da Cleonice, todas a peças colocadas no mercado são confecionadas por medida. «A cliente vem ao atelier, tiramos-lhe as medidas e criamos a peça na base do corpo de cada pessoa. Para as encomendas à distância: pedimos às clientes para tirarem as suas medidas com base num guia que lhes fazemos chegar e o processo de confeção continua a ser individual», resume a fundadora da marca.

Com esta possibilidade, a Cleonice espera que, através das medidas individuais que são inseridas na sua base de dados, seja em breve possível conseguir um leque medidas padrão que assentem nos corpos das clientes. «Resultarão, provavelmente, em tamanhos mais diversificadas do que os correntes “small, medium e large”, mas os nossos tamanhos padrão vão ser, certamente, mais próximos da realidade», acredita.

A próxima coleção da marca começa, por esta altura, a ser desvendada na página oficial do Facebook. «Estamos muito entusiasmadas com as peças que estamos a conceber e desejosas por lançá-las!», antecipa Kaleigh Nunes ao Portugal Têxtil.