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Os tempos da LisPaulo Cork

O trabalho com a cortiça é passado, presente e futuro dentro da empresa fundada por Luís Francisco. O projeto de vida do empreendedor começou há quase 30 anos e atravessou diferentes metamorfoses até ganhar um corpo pronto para a internacionalização.

A empresa familiar – a mulher e o filho de Luís Francisco alimentam também o negócio – conta atualmente com mais de uma dezena de colaboradores e começou por fazer bolsas de cintura, «que há 30 anos eram moda», recorda o fundador da LisPaulo Cork em declarações ao Portugal Têxtil.

O trabalho com as bolsas em cortiça com acabamentos em pele veio pouco depois mas, à data, «a divulgação era pouca».

A atualidade da empresa, que destina 90% da produção ao private label, ficando a restante percentagem entregue à marca própria, passa por trabalhar os mercados externos.

A Alemanha, a Holanda e os EUA são os três melhores mercados das bolsas de cortiça da LisPaulo Cork, mas «o que é vendido para o estrangeiro são volumes muito pequenos», analisa Luís Francisco, que por isso tem vindo a realinhar a estratégia de internacionalização da empresa.

«O objetivo é tentar alguns clientes no estrangeiro, porque começa a haver muita concorrência em Portugal. Hoje preciso de vender as bolsas de cortiça 40% mais baratas e assim já estou a perder dinheiro», refere Luís Francisco, que pretende apostar nas feiras e tentar praticar valores mais altos. «A estratégia passa por ir lá para fora», garante.

Uma das empresas presentes na última edição da Modtissimo, no final de setembro (ver Negócios em alta na Modtissimo), a LisPaulo Cork parece estar bem encaminhada na construção da sua lista de contactos externos, com convites da Alemanha, Rússia e Dinamarca para participações em feiras naqueles países e com abordagens de potenciais clientes de Inglaterra, EUA, Israel, Alemanha e Dinamarca.

Com um 2015 fechado na ordem do meio milhão de euros em volume de faturação e com uma produção de 300 a 400 artigos por semana – que incluem bolsas de senhora, sacos de viagem, mochilas, carteiras, entre outros artigos – a empresa gostaria ainda de experimentar a Ásia.

«Estamos agora com uma experiência em Macau», adianta o fundador da LisPaulo Cork, que não deixa de sublinhar a importância da versatilidade da empresa na conquista de novos clientes.

«Já fiz bolsas de pele de foca para a Finlândia. Já fiz outras com peles feitas de pés de galinha e umas com peles de raia», destaca. As aventuras com os materiais passam também pelo trabalho com o tradicional burel, «mas é algo residual e mais para o mercado nacional», concluiu Luís Francisco.