Início Destaques

Os três pilares da Adalberto

Sustentabilidade, inovação e responsabilidade social são os três pilares com os quais a empresa portuguesa, que está, pela primeira vez, na área Smart Creation da Première Vision, está a desenvolver a sua atividade. Uma estratégia que deverá impulsionar o crescimento nos próximos 12 meses e no futuro.

Susana Serrano

A estreia na Smart Creation, dedicada à criação responsável, tem já um balanço positivo para a Adalberto. «As pessoas estão muito interessadas nos nossos propósitos, que é a sustentabilidade, a inovação e a responsabilidade social. E este cantinho permite-nos mostrar o quanto nós o queremos fazer com os nossos produtos e com artigos de valor acrescentado», afirma, ao Portugal Têxtil, a CEO da empresa, Susana Serrano.

Nesta primeira presença, que se prolonga até amanhã, a Adalberto está a mostrar «uma coleção 100% reciclada ou sustentável», onde se destacam não só as matérias-primas – nomeadamente orgânicas e recicladas – mas também processos produtivos com os mesmos princípios.

A isso juntam-se ainda acabamentos funcionais. É o caso do Bioactive, já apresentado também na aplicação em têxteis-lar na Heimtextil. «É um antibacteriano biodegradável, que faz com que os produtos sejam lavados menos vezes, a temperaturas mais baixas e em programas mais curtos, usando menos água», explica a CEO.

Também em estreia na Première Vision está a apresentação do acabamento CBD, à base de microcápsulas que, em contacto com a pele, liberta o princípio ativo incorporado, com uma ação anti-stress e anti-inflamatória. «Somos a primeira empresa no mundo a aplicar isso a têxtil», sublinha Susana Serrano.

Esta diferenciação tem atraído os compradores à Adalberto. «Clientes que trabalham connosco vieram ver novos acabamentos que não conheciam. Já recebi designers criativos que trabalham para gamas médias e altas e tive uma surpresa agradável de uma marca de desporto muito interessante e muito conhecida, que veio aqui ter uma conversa connosco», desvenda.

Crescer com a moda

Embora presente também no negócio dos têxteis-lar, é na moda, nomeadamente nos tecidos e na confeção, que atualmente representa 50% da atividade, que a Adalberto quer continuar a crescer. «Queria que a moda representasse cerca de 65%», confessa.

Em 2019, a Adalberto, que emprega 385 pessoas, registou um volume de negócios próximo dos 30 milhões de euros. «Não crescemos, mas não diminuímos, invertemos a curva. Foi um ano essencialmente de consolidação do negócio da empresa e agora é só crescer», aponta Susana Serrano. «Acredito que este ano chegaremos aos 40 milhões», acrescenta.

Para isso deverá contribuir o mercado dos EUA. «Já temos algum negócio lá mas gostávamos de aumentar mais – é um mercado muito interessante. Estamos também neste momento a olhar para o Canadá e a consolidar e a crescer nos já existentes», refere a CEO da empresa, que exporta 90% da produção.