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Os voos internacionais da MMRA

A dar os primeiros passos na internacionalização, os destinos da produtora de malhas MMRA - Maria Madalena da Rocha Azevedo & Filhos têm passado de geração e geração com a ambição de crescer de dentro para fora, com passos seguros mas constantes em direção ao mercado externo.

Está há mais de 30 anos no mercado, há dois a marcar presença em feiras internacionais e, atualmente, com a terceira geração a conduzir a internacionalização. Os números da MMRA começam a contar-se precisamente assim mas, a estes, juntam-se outros igualmente importantes.

Em 1983, apenas com um tear, a MMRA especializou-se na produção de malhas. Hoje, soma 36 teares circulares e tem uma capacidade instalada de 250 toneladas por mês.

Divididos em três turnos e numa laboração de 24 horas, os 35 trabalhadores da MMRA espalham-se por 5.700 metros quadrados de área coberta e estão em contacto com as mais recentes inovações em maquinaria, que faz parte do ADN da empresa.

Há dois anos, a MMRA sentiu uma quebra do mercado nacional e, na busca de soluções, começou a acumular horas de voo no seu projeto de internacionalização.

Agora, a presença em feiras profissionais em Londres e Munique começa a dar frutos.

«Nesta edição da Munich Fabric Start conseguimos um agente que ajudou a disparar o número de visitas. Só no primeiro dia conseguimos mais visitas do que nos três dias de feira em edições anteriores», revela, ao Portugal Têxtil, Ricardo Monteiro, diretor de exportação da MMRA e neto do fundador, sobre a recente participação na feira profissional de Munique (ver 34+9 em Munique).

Depois de ter conhecido o sucesso no salão germânico, as ambições da MMRA passam por expor na Première Vision Paris, logo que comece a cimentar a sua presença nos mercados externos.

«Penso que, depois da Munich Fabric Start, uma feira interessante para nós será a Première Vision Paris. Ainda não estamos lá, mas contamos estar», afirma o diretor de exportação, sublinhando que «a experiência internacional é uma mais-valia para nos posicionarmos amanhã onde queremos e com bons clientes no estrangeiro».

O primeiro país de exportação da MMRA foi Espanha, mas os valores eram «residuais» comparativamente aos garantidos pelo mercado nacional. Atualmente, graças à presença em salões internacionais, há clientes da Áustria, Dinamarca, Suíça, França e, inclusivamente, dos EUA interessados nas propostas tricotadas pela empresa.

A crescer passo a passo, a quota de exportação direta da MMRA «ainda não chega a 5%», até porque «tem de ser um trabalho bem definido e ainda vai demorar», explica Ricardo Monteiro, que ambiciona levar as laçadas produzidas pela MMRA para os mercados alemão, francês e nórdico.

Os anos recentes têm sido de expansão, com crescimentos percentuais graduais na ordem dos 5% aos 10%. «Nos últimos dois anos, temos registado uma grande procura por parte dos clientes nacionais. No mercado internacional, os clientes que nos chegam foi por entrarem em contacto connosco nas feiras», reconhece o diretor de exportação da MMRA, que antecipa novo crescimento em 2017 «na ordem dos 10%, pelo menos».