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Pacifique Sud consolida presença nacional

A marca de vestuário portuguesa abriu um novo ponto de venda na concept store La Place, no Porto. A abertura faz parte da estratégia de consolidação da Pacifique Sud em Portugal, que inclui a abertura de novos corners e a apresentação de novos segmentos de produto.

A Flag Store da Pacifique Sud na La Place, na Foz do Douro, no Porto, abriu no início de março e já atraiu os portuenses, e não só, para a gama de vestuário da marca, incluindo os conhecidos “ponchos surf”. «O feedback está a ser muito positivo e as peças estão a sair a bom ritmo», confirma, ao Portugal Têxtil, João Freitas, que juntamente com Raquel Ribeiro tem impulsionado o crescimento da mítica marca dos anos 90, depois do seu relançamento em 2015. «Os primeiros sinais estão a ser muito bons», garante.

Com esta abertura, a marca conta atualmente com seis pontos de venda. Além de dois corners no Porto, há um corner em Lisboa, dois em Viana do Castelo e um em Esposende.

«Desde o ano passado que identificamos a necessidade de ter um espaço maior, onde conseguíssemos concentrar toda a nossa oferta, que de ano para ano vai, naturalmente, aumentando. Andamos durante mais de seis meses numa profunda pesquisa de espaços entre Lisboa e Porto, para encontramos aquele que reunisse todas aquelas, que para nós, seriam as condições ideais para instalarmos lá a nossa “Flag Store” e, no início deste ano, surgiu a La Place, gerido por uma empreendedora com uma vasta experiência, transmitida de geração em geração, na gestão de espaços comerciais neste sector e que nos recebeu de braços abertos por todo o carinho que nutre pela nossa marca e por todas as boas recordações que a Pacifique Sud lhe faz reviver», explicam os dois empreendedores.

Este recém-inaugurado ponto de venda irá ter, em breve, novos produtos que a marca irá lançar, nomeadamente acessórios de moda, como luvas, gorros e cintos. «Estamos a entrar em novos segmentos de produto que não tínhamos até à data», adianta João Freitas ao Portugal Têxtil.

Crescer cá dentro

Dos planos faz ainda parte o reforço da notoriedade da marca em Portugal, que se fará através de novos corners. «Já tentamos a loja própria mas não resultou e voltamos ao conceito de loja partilhada. Daquilo que tenho lido do ponto de vista internacional, parece ser essa a tendência e vamos manter-nos por aí», afirma João Freitas, acrescentando que «queria pelo menos mais dois corners até ao final do ano».

As cidades na costa têm sido as privilegiadas até agora, mas há também pedidos de outros pontos do país, nomeadamente de Vila Real e da Guarda, «mas ainda não exploramos o interior», indica.

Quanto aos mercados externos, têm sido explorados através de marketplaces como a Etsy, a Amazon, o eBay e, em menor dimensão, o Alibaba. «É o que nos tem alavancado. A Amazon funciona bastante bem, com um volume de vendas considerável, e os outros vão-se mantendo, até mais do que o site – qualquer um deles vende mais do que o site», revela João Freitas.

Este canal tem permitido à marca cativar clientes de todo o mundo. «Essencialmente são alemães, suíços e franceses. Agora temos tido australianos, um pouco dos EUA, mexicanos, israelitas… Vendemos um bocadinho para todo o mundo», aponta o empreendedor.

Expectativas altas para 2019

Esta expansão dentro e fora de fronteiras tem permitido o crescimento da Pacifique Sud, que cresceu a três dígitos entre 2016 e 2017 e de 2017 para 2018 obteve um crescimento a dois dígitos, apesar do final ter sido menos positivo. «O ano correu muito bem. Na época de Natal é que tinha expectativas mais altas que não foram concretizadas. Mas, mesmo assim, foi bastante superior a 2017», confessa João Freitas.

Quanto a 2019, os primeiros meses trouxeram já um aumento das vendas «a dois dígitos» em comparação com o período homólogo do ano passado. «Para 2019, principalmente com a abertura deste corner, elevei muito as expectativas», conclui o empreendedor.