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Pacifique Sud: roupa na rua

Voltou às ruas em 2014, para se reunir com os suspeitos do costume: jovens urbanos apaixonados pelo desporto e com amor pelo ar livre e vida saudável. A Pacifique Sud saltou dos anos 90 para a atualidade, com o impulso dos sócios João Freitas e Raquel Ribeiro Freitas. Em 2016, já “faz parte do grupo” e, com ele, vai evoluindo em parcerias originais – do surf ao graffiti.

Poucas marcas são capazes de nascer duas vezes. A Pacifique Sud conseguiu. A marca apresentada ao mercado nacional nos anos 1990 renasceu em 2014 e, ainda hoje, os produtos em denim, como as jardineiras e os jeans, são os bestsellers – não estivessem o material e a década a desfrutar de um regresso em força em 2016.

«A espinha dorsal da marca é, sem dúvida, o denim. Já na altura em que a marca surgiu pela primeira vez, o denim, e principalmente os jeans, era o produto forte que levou ao seu reconhecimento», afirma, ao Portugal Têxtil, João Freitas, um dos sócios da Pacifique Sud, acrescentando que «agora, com o reaparecimento da marca, muito embora por outras mãos, a espinha dorsal mantem-se», e o denim é o adolescente mais cool dentro da oferta da marca.

Nas palavras do sócio, a Pacifique Sud tem, «aos poucos, conseguido reconquistar a sua quota de mercado. A aposta da marca nunca foi de um crescimento acelerado, mas sim um crescimento mais suave e sustentado, que permita apostar em pequenas coleções, diferenciadas da restante oferta do mercado, tanto pela sua qualidade, como pelo design», escolhendo um caminho afastado da moda rápida e uma linha desprendida do tempo. «Não se pretende que a Pacifique Sud seja a “marca da moda”, muito menos uma marca “fast fashion”, que rapidamente perde o interesse por parte dos consumidores com a chegada de uma outra», defende.

Com um público-alvo situado numa faixa etária que começa nos 18 e acaba nos 30 anos, a Pacifique Sud mostra-se entusiasmada com o interesse das camadas mais jovens pelo produto nacional. «As novas gerações estão cada vez mais sensibilizadas para a importância de comprar o que é nosso», salienta João Freitas.

E, para continuar a recrutar elementos para o seu grupo urbano, a Pacifique Sud tem apostado em produtos e alianças originais, que esperam pelas ondas e saltam das paredes da rua. A marca conta já com o seu terceiro modelo de Poncho Surf, uma peça de vestuário dedicada à prática desportiva que nasceu depois de os sócios terem percebido uma lacuna «na oferta de uma peça que é transversal a idades e géneros». «As vendas dos ponchos continuam a correr bem. Já lançámos mais um modelo, desta vez focado no público feminino, e a aceitação tem sido excelente», conta o sócio da Pacifique Sud, adiantando que está já prevista a apresentação de um novo modelo «ainda este ano». «Este será um pouco diferente, pois terá alguns apontamentos de moda, algo não muito usual neste tipo de produtos», revela.

No mês de abril, a marca deu a conhecer uma parceria que é uma simbiose perfeita para as ruas, mas que surgiu «no meio de uma reunião de trabalho de consultoria com um cliente». «Do nada, ele começa a descrever a atual tendência da arte urbana e do graffiti, bem como do seu forte crescimento como forma de arte», e assim, surgiram as mais recentes e vibrantes t-shirts da Pacifique Sud. «Foram convidados vários artistas e selecionados cinco [Nuno Costah, Sem, Cheikrew, Ratos Suspeitos e Catarina Rodrigues], a quem enviamos uma pequena memória descritiva de como queríamos o trabalho e as propostas foram chegando», explica João Freitas.

À venda em cinco lojas multimarca e três plataformas online, a Pacifique Sud está já a trabalhar na loja online própria, que será lançada até ao final do corrente ano.

A marca tem Portugal como o seu melhor mercado, seguido pelo país vizinho, mas não deixa de procurar novas companhias. «O futuro irá passar muito por Espanha, país onde a marca está a ter uma boa recetividade. Queremos ir para outros países onde estamos em crer que a marca e o seu logotipo terão boa aceitação, como o Reino Unido, França e Países Nórdicos», indica João Freitas.

Neste renascer da Pacifique Sud, 2015, «ainda foi um ano de adaptação», mas «2016 indica-nos ser o ano de viragem pelos sinais que vamos tendo», afirma. Para isso irão contribuir as coleções e a distribuição em força no mercado nacional. «No próximo ano vamos ter uma coleção ainda mais completa na oferta de homem e senhora com novos produtos. E estamos a fechar um contrato com uma empresa nacional que irá assegurar a distribuição em todo o território do nosso produto», adianta João Freitas ao Portugal Têxtil, sem deixar de sublinhar que, na estratégia da Pacifique Sud, os laços com o desporto são para estreitar a cada oportunidade. «Vamos marcar presença em eventos ligados aos desportos radicais», desvenda.