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Papillon Vagabond ensaia plano de expansão

O Porto tem, desde a semana passada, uma loja de vestuário infantil com um conceito inovador. A Papillon Vagabond sofreu uma completa remodelação, que envolveu um investimento de 500 mil euros, e passou a oferecer aos mais pequenos as propostas de marcas internacionais como a La Perla, Roberto Cavalli, Laura Biagiotti, Parrot, Miss Blumarine, Simonetta e Brooksfield. Cristina Vaz, a proprietária da empresa Papillon Vagabond – Comércio de Vestuário Infantil e detentora da loja, já está a preparar o alargamento do conceito a duas novas lojas, a abrir no decorrer do próximo ano, em Lisboa e em Guimarães. A loja portuense, que se situa numa das zonas nobres da cidade, duplicou a sua superfície de 40 para 80 metros quadrados e aumentou a oferta de artigos de gama alta para criança, propondo uma colecção constituída por duas mil peças. Para Cristina Vaz, a Papillon Vagabond foi um desafio em que se lançou há dois anos por «não gostar da roupa infantil que era comercializada em Portugal». Embora considere que se trata de um projecto arrojado, para o qual o mercado consumidor é restrito, sustenta que «há mercado para a Papillon Vagabond», que se distingue das restantes lojas nacionais por «reunir um conjunto de marcas bastante conceituadas». A estratégia de Cristina Vaz para o novo conceito de loja, além do espaço renovado e das marcas seleccionadas, incluiu um projecto arquitectónico de António Portugal e a criação de uma imagem de marca, personificada por uma borboleta, desenvolvida pelo designer Luís Mendonça. São todos estes investimentos que levam a empresária a acreditar que o projecto está no bom caminho e que em breve poderá expandir a rede de lojas. Com formação na área do modelismo e estilismo, Cristina Vaz é ainda sócia maioritária da Cristêxtil, empresa têxtil que tem um capital social de 600 mil euros e que se dedica, desde 1986, à confecção de roupa exterior de malha, sendo especializada no fabrico de malhas circulares. Nos últimos cinco anos a empresária realizou investimentos que rondaram os 500 mil euros para modernizar e equipar a empresa com as tecnologias mais avançadas. Os investimentos permitiram que disponha actualmente de uma capacidade de produção de 600 mil peças por ano e se especializasse no fabrico de artigos com alta tecnicidade, dirigidos sobretudo ao segmento de desporto. Segundo Cristina Vaz, a opção pela diferenciação, ao produzirem artigos que se situam «num patamar mais elevado, em termos de qualidade», tem possibilitado à Cristêxtil a manutenção de clientes como a italiana Fila, as francesas TBS e DoroTennis e a holandesa, Forfellows. Apesar de estar continuamente a planejar novas estratégias para desenvolver a Cristêxtil, Cristina Vaz considera que numa conjuntura económica difícil, especialmente para o sector têxtil, manter o volume de negócios nos cinco milhões de euros que facturam anualmente «já seria excelente».