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Parabéns Lenzing!

Recentemente, o grupo Lenzing convidou mais de 330 pessoas para uma celebração especial no Schloss-Fuschl, perto de Salzburgo, na Áustria, a fim de festejar simultaneamente o seu 65º aniversário e a produção de cinco milhões de toneladas de fibras na sua unidade de Lenzing. No ano transacto, a sua produção total atingiu as 366 mil toneladas, e 73% das vendas, representando 626 milhões de euros, foram gerados pelas operações com fibras. O grupo austríaco está actualmente a realizar o mais ambicioso plano da sua história na Europa, ao aumentar significativamente a sua capacidade de produção de viscose e Lyocell. A capacidade de produção de viscose na unidade situada em Lenzing, na Áustria, será acrescida de 20 mil toneladas ao custo de 90 mil euros, enquanto que na unidade de Heligenkreuz, também na Áustria, um investimento de 35 milhões de euros permitirá aumentar a capacidade de produção de Lyocell de 40 mil toneladas. A fábrica de Lenzing é a maior unidade de produção de viscose do mundo, representando 12% da produção global, e é também a mais importante com produção de pasta de celulose integrada. Franz Raninger, membro da direcção executiva da Lenzing, considera este facto bastante importante, pois permite ao grupo o controlo completo do seu processo de fabricação desde a madeira até à fibra. Na última década, a Lenzing aumentou a sua quota de mercado de viscose de 9% para 21%. Existem cerca de 40 produtores diferentes na China, que representam 25% do mercado, enquanto que o grupo indiano Birla possui uma quota de 22%. Outros actores importantes são a Formosa Chemicals and Fibre Corporation (FCFC) do Taiwan com 9% e a Acordis com 7%. A reestruturação deste sector na última década está patente no próprio crescimento da Lenzing, da Birla, que subiu a sua quota de 13% para 22%, e dos produtores chineses, que também cresceram, enquanto que a Europa de Leste (de 28% para 2%) e o Japão (de 9% para 2%) reduziram muito a produção. A reestruturação na Europa foi mais profunda. Em 1980 existiam 16 produtores e agora restam apenas cinco. Nessa altura, o grupo Acordis era o líder, com 31%, seguido pela Säteri com 27% e pela Lenzing com 15%. Hoje, o grupo Lenzing é, de longe, o mais importante produtor, com uma quota de 48%, seguindo-se a Acordis com 17% e a Säteri com 15%. A aceleração da produção da Lenzing está também ilustrada na disposição no tempo dos seus cinco milhões de toneladas produzidas, o primeiro milhão levou 29 anos, o segundo 11 anos, o terceiro 10 anos, o quarto 7,5 anos e o último 6,7 anos. Também houve um reposicionamento em relação aos mercados-alvo, as fibras especiais, representavam 20% (2 mil toneladas) em 1992, e significam quase 50% (7 mil toneladas) em 2002. Isto em termos de volume, mas a contribuição líquida das fibras especiais é «significativamente superior a 50%», de acordo com o director de marketing e vendas Friederich Weninger. «As fibras especiais requerem todavia paciência especial», declara, «e precisam de tempo para conquistarem os consumidores». O marketing da Lenzing para as suas fibras especiais está concentrado em quatro áreas principais: posicionamento e diferenciação, criação e promoção de marcas, desenvolvimento e inovação e, por fim, gestão da cadeia de fornecimento. A sua marca Pro Viscose, por exemplo, está posicionada como a fibra de viscose mais resistente, a Modal como a mais suave e a Lyocell como a mais confortável. As actividades de criação e promoção de marcas estão direccionadas até ao retalho e a Lenzing trabalha conjuntamente com os fiandeiros, os tecelões, os malheiros e os produtores de não-tecidos no desenvolvimento de novos produtos. Também realiza testes técnicos em mais de 1.000 peças de vestuário por ano, no interesse dos seus clientes, nos seus laboratórios e unidades piloto dotados da mais alta tecnologia. O gabinete de consultoria David Rigby & Associates publicou recentemente quatro relatórios que abragem separadamente o poliéster, o polipropileno, o nylon e a viscose, e onde analisam detalhadamente o consumo destas fibras não-naturais nos não-tecidos e têxteis técnicos e nas suas formas de polímero, fibra, fio e tecido, e ainda revelam as previsões até 2010, em função do volume e do valor. O relatório relativo à viscose analisa 30 produtos técnicos diferentes à base de viscose e prevê que a utilização a fibra cresça mais significativamente do que as outras fibras não-naturais, embora de um volume de base mais baixo, devido principalmente à sua conformidade em mercados de rápido crescimento como os produtos hidrófilos. Por seu lado, os não-tecidos encontram-se nos nove dos dez produtos à base de viscose que registam as taxas de crescimento mais altas. Em 2010, a Europa Ocidental permanecerá a maior consumidora de viscose nos não-tecidos e têxteis técnicos, enquanto que o nordeste asiático ocupará a segunda posição, destronando assim a América do Norte. Espera-se que o sul da Ásia apresente o mercado com a taxa de crescimento mais elevada, ainda que a partir de um baixo volume inicial.