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Passerelles de Milão sob alta segurança

A semana de moda de Milão regressa no dia 22 de setembro, com a sua primeira edição desde o confinamento, na sequência da pandemia de Covid-19. O evento dedicado às coleções primavera/verão 2021 vai contar com um terço dos 64 desfiles realizado ao vivo.

Miuccia Prada e Raf Simons [©Vogue]

Na semana de moda masculina de Milão, em julho último, à exceção de um evento ao ar livre da Dolce & Gabbana, a indústria de moda italiana viu-se obrigada a apresentar as coleções para a próxima estação quente nas passerelle digitais.  Agora, na semana de moda feminina, que decorre até ao dia 28 de setembro, um terço dos desfiles das 64 coleções femininas e masculinas para a primavera/verão 2021 optou por apresentações físicas, com as devidas medidas de proteção e segurança.

«Foi uma escolha corajosa», afirmou Carlo Capasa, presidente da Câmara Nacional de Moda Italiana (CNMI) numa conferência onine, citado pela Reuters.

No entanto, muitas das principais marcas escolheram passerelles virtuais ou desfiles a porta fechada, aceitando a perda da experiência ao vivo. As casas de moda de todo o mundo têm vindo a experimentar diferentes formatos na expetativa de manter o glamour e o entusiamo pelos desfiles numa era pautada por máscaras e distanciamento social.

Casas com trancas à porta

Giorgio Armani, o primeiro designer italiano a realizar o seu desfile à porta fechada no passado mês de fevereiro, quando a crise de saúde pública eclodiu em Itália, já anunciou dois eventos para o corrente mês, mas ambos com convidados. As coleções da Emporio Armani vão ser desvendadas através do canal digital, enquanto o desfile da Giorgio Armani, a marca principal do grupo, será transmitido na televisão, numa linha aberta, com o objetivo de chegar a um público o mais vasto possível.

Giorgio Armani [©Armani]
De igual forma, a muito esperada estreia do designer Raf Simons ao lado de Miuccia Prada não terá convidados e contará com uma difusão online, exibições privadas em tempo real e eventos digitais em diferentes cidades de vários pontos do globo.

A situação de pandemia fez ainda com que a casa de moda Valentino trocasse Paris por Milão, mas o grupo ainda não revelou como será o formato do desfile nesta nova realidade. «Achámos que seria mais ético produzir o novo desfile em Itália», justificou o CEO Jacopo Venturini.