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Paulo de Oliveira renova os clássicos

O vestuário formal continua a ser o principal mercado da Paulo de Oliveira, mas a produtora de lanifícios está a alargar a oferta e a integrar propostas mais casuais nas coleções.

Para a primavera-verão 2018, a Paulo de Oliveira propõe uma linha de tecidos informais onde o Top Traveller é um dos destaques. «Trata-se um tecido com uma recuperação muito boa, muito confortável, com repelência à água, propriedades antinódoas e carácter ecológico», explicou o administrador Paulo Augusto de Oliveira ao Jornal Têxtil (edição de maio de 2017).

Mas há outras novidades no portefólio da especialista em tecidos laneiros, fortemente marcado pela inovação, como o Two Layers – que junta um tecido com uma malha –, misturas lã/linho e ainda o Motion 120 – tecidos em lã muito fina com elastano, que apresentam excelentes propriedades de recuperação de forma, de conforto e de cuidado fácil.

«Estamos a inovar muito em termos de acabamentos. Renovámos praticamente todas as máquinas de acabamentos – têm um ano ou dois», revelou ainda o administrador. Uma dessas máquinas é mesmo única em Portugal, afirmou Paulo Augusto de Oliveira, e permite obter acabamentos «com um toque muito compacto, como o toque de seda», acrescentou.

Nos últimos três anos, a Paulo de Oliveira investiu cerca de 15 milhões de euros em tecnologia, com os investimentos mais recentes a concentrarem-se no final do ciclo produtivo.

«Este ano devemos concluir a substituição de teares na tecelagem e dos equipamentos nos acabamentos», referiu o administrador. O objetivo, destacou, é manter a empresa atualizada e adaptada às necessidades do mercado. «O que aconteceu na indústria têxtil foi que, desde 2005 para cá, entrámos em modo “cruise”. Os preços desceram, o tipo de clientela mudou drasticamente. As empresas estavam direcionadas para um cliente de grande volume – no nosso caso não seria de grande volume, mas de quantidade média – e esse mercado foi todo para a Ásia. De um momento para o outro tivemos de arranjar clientes de outro tipo, que exigem um produto diferente, prazos de entrega curtos, quantidades mais pequenas, e as máquinas não estavam preparadas para isso. A estrutura produtiva não era exatamente aquela de que precisávamos, começou a ficar velha, e a estrutura humana começou a envelhecer também», admitiu.

Os esforços, por isso, estão concentrados na renovação, tanto dos recursos tecnológicos como humanos – em 2016, o grupo Paulo de Oliveira criou 100 novos postos de trabalho, aumentando o efetivo para mais de 1.200 trabalhadores.

«Temos muita gente nova, muita gente a aprender, em áreas técnicas também, e temos tido alguma colaboração do Modatex na formação das pessoas», adiantou Paulo Augusto de Oliveira ao Jornal Têxtil.

Uma estratégia que permitiu ao Grupo Paulo de Oliveira – que integra, além da Paulo de Oliveira, a Penteadora e a Tessimax – crescer cerca de 10% em 2016.