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Penteadora soma e segue com têxteis técnicos

A área dos tecidos técnicos continua a crescer na empresa do Grupo Paulo de Oliveira. O segmento, que tem registado a maior subida e que, nos primeiros quatro meses do ano, já superou os resultados registados em 2018, está a cumprir a missão de diversificar o negócio da Penteadora.

Os últimos cinco anos têm sido de investimento na inovação para a área de tecidos técnicos da Penteadora, que se tem focado no desenvolvimento de tecidos para vestuário de proteção, nomeadamente ao fogo e ao calor. Agrupados sob a marca Pentashield – que liga o nome da empresa à ideia de escudo (shield) de proteção –, os tecidos técnicos têm vindo a crescer dentro da empresa, vocacionada há quase 90 anos para a lã.

«No que diz respeito aos tecidos técnicos, o crescimento [nos primeiros quatro meses do ano] foi enorme. Devo dizer que ainda não temos o primeiro semestre passado e já vendemos mais que no ano passado», revela, ao Portugal Têxtil, António Teixeira, administrador da Penteadora.

Além dos tecidos técnicos da empresa serem usados na produção de fatos de bombeiros em Portugal, a Penteadora vende igualmente para Espanha e para França, onde equipa também polícias e militares. Mas o interesse tem vindo a crescer noutras latitudes. «Vamos tentando, pouco a pouco, cimentar a nossa presença em mercados que estão mais próximos de nós fisicamente ou onde a nossa história como Penteadora tinha já algum significado. E estamos a tentar crescer e implementar a nossa presença noutros países, sabendo que temos como competidoras empresas que estão há 30 anos e mais neste mercado», explica. «Estamos a tentar chegar a outras áreas do globo. Não só para este tipo de tecidos, não só para a Pentashield, mas também para os outros produtos. E, portanto, a América do Sul, a Oceânia e América do Norte são sempre mercados que nos interessam e queremos lá chegar», assume António Teixeira, que, contudo, reconhece que «há algumas dificuldades que não passam só pela distância mas muitas vezes também pelos direitos que são impostos à importação de alguns países, quer deste tipo de produtos quer dos mais tradicionais».

Novidades no mercado

Entre as mais recentes novidades no portefólio da Penteadora na área dos têxteis técnicos está o desenvolvimento de um casaco multicamada para bombeiros, constituído por um tecido exterior, com elevada resistência mecânica, um acabamento químico especial que protege o utilizador dos salpicos por ácidos ou hidro carburantes e que permite ainda a proteção direta ao fogo, complementado com um tecido para o interior, com fibras ignífugas, para uma proteção adicional. «Temos ainda uma membrana que protege adicionalmente o utilizador da penetração de líquidos, mas que deixa simultaneamente o vapor de água da transpiração sair», indica o administrador.

Na última edição da Techtextil, a Penteadora exibiu ainda tecidos multirrisco, pensados para companhias elétricas e petrolíferas, produzidos com fibras ignífugas, que protegem do fogo e do arco elétrico.

Crescer em toda a linha

Para 2019, os objetivos da empresa «são continuar a crescer de uma forma global em termos de volume de negócios», afirma António Teixeira. E, para já, «os números apontam para isso. Parece-me que estamos no bom caminho e deveremos atingir esses objetivos», acrescenta.

Para este crescimento deverão contribuir os tecidos técnicos, mas também os tecidos de moda, apesar do mercado estar a dar sinais de abrandamento, sobretudo nos clássicos. «O fato continua com alguma dificuldade na venda», reconhece o administrador da Penteadora. «Isso tem obrigado, quer a nós como empresa que fabrica tecidos, quer aos nossos clientes, a tentar repensar a oferta e dar novas alternativas, novas mensagens para o consumidor final, de forma a que possa despertar o interesse. E a olhar para os tecidos à base de lã de uma forma mais inovadora e diferenciadora em relação ao passado», admite António Teixeira. Nos últimos tempos, a gama de produtos da empresa tem sido alargada para refletir estas mudanças, como é o caso das gamas de tecidos Hybrid e Reborn.

«O têxtil é isso mesmo, é tentar sempre apresentar novas soluções, procurar a diferenciação em relação à concorrência e aos produtos que estão no mercado», conclui o administrador da Penteadora.