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Penteadora tem novos projetos

MultiscaleProtech é o mais recente projeto de inovação da Penteadora, numa altura em que a gama de tecidos revestidos Hybrid está a ganhar força no mercado e a empresa do grupo Paulo de Oliveira procura expandir-se para novos continentes.

Em parceria com a plataforma Fibrenamics da Universidade do Minho, o projeto MultiscaleProtech pretende desenvolver fios e tecidos de elevado desempenho contra agentes químicos, térmicos e elétricos, com base em tecnologias emergentes, nomeadamente nanotecnologia, para utilização em vestuário orientado principalmente para aplicações nos domínios da proteção contra salpicos a elevada temperatura e exposição a agentes químicos e descargas elétricas. «O que pretendemos com este projeto é apresentar tecidos inovadores em termos de proteção individual ao fogo, à chama e ao arco eletrónico. Vamos ver onde nos leva a investigação, que soluções poderemos apresentar e para que áreas mais específicas», resume o administrador da Penteadora, António Teixeira.

Ainda numa fase inicial, com apenas alguns meses passados sobre o início dos trabalhos, o projeto trará, para começar, «conhecimento científico para a nossa equipa de técnicos», ao mesmo tempo que deverá representar uma mais-valia para o país, «que beneficiará do conhecimento técnico e científico que resulte desse projeto». Além disso, e em termos comerciais, «é importante mostrarmo-nos e apresentarmo-nos como uma empresa que pensa o futuro, que quer evoluir e ser uma referência nessa área para os nossos clientes», afirma ao Portugal Têxtil.

Hybrid e Reborn ganham adeptos

O futuro tem pautado as opções da produtora de tecidos, que no ano passado lançou duas novas linhas de produto: Hybrid e Reborn. Cerca de seis meses passados sobre a apresentação, o mercado está gradualmente a render-se a estas propostas.

Na linha Hybrid, as membranas coloridas ou estampadas laminadas com os tecidos da Penteadora «têm feito algum sucesso», reconhece o administrador. Na nova coleção, «apresentámos também revestimentos aplicados a este tema de verão, que têm tido uma boa recetividade para produtos no segmento de urbanwear», acrescenta.

Já na linha Reborn, fabricada a partir de reutilização dos desperdícios das fiações do grupo Paulo de Oliveira, ao qual a Penteadora pertence, a novidade para a primavera-verão 2020 passa pela utilização de poliéster reciclado da Trevira, em combinação com lã. «É uma conjugação do Reborn com o Trevira Sinfineco, que tem o certificado GRS [Global Recycle Standard] e, portanto, tem sido uma solução muito interessante para os nossos clientes», garante o administrador.

Estas linhas de produto mais recentes, aponta António Teixeira, são «uma forma de trazer, aos nossos clientes, novas ideias e novas funcionalidades para produtos que são, digamos, tradicionais. Tivemos alguns clientes que, por terem visto as amostras expostas na Première Vision e na Milano Unica, vieram ao nosso encontro especificamente à procura dessas soluções».

América do Sul e Ásia na linha de mira

Com 95% de exportação vocacionada para os mercados europeus, especialmente para a Alemanha e França, o ano de 2018 foi de crescimento para a empresa, graças à diversidade do negócio. «Para nós foi bom porque não temos só a área da moda – complementamos com os uniformes e a área dos tecidos técnicos», explica o administrador, que dá conta de um crescimento a rondar os 7% do volume de negócios.

Já 2019 está «um pouco lento em comparação com outros anos», mas nada que inquiete o administrador da Penteadora. «O ano passado também não começou muito forte e depois desenvolveu-se e terminou bem. Não estou preocupado. Estou atento, mas não preocupado», admite.

Os próximos meses, de resto, serão de prospeção de novos mercados fora da Europa, onde António Teixeira acredita que há margem para a Penteadora crescer. «Pensamos que é a altura para procuramos essa diversificação», assume, adiantanto que «estamos a falar da Ásia, eventualmente a China, e estamos a falar na América do Sul». Este plano de expansão ultramarino arrancou em janeiro, com a presença numa feira na América do Sul, estando ainda a ser reforçada a presença, com representantes, em países como o Japão, a Coreia e a China.

A meta, revela o administrador da Penteadora, «é consolidar, em 2019, os números de 2018, considerando que nos parece que vai ser um ano difícil no sentido de pensar em crescer. Vai ser difícil, mas vamos trabalhar para isso. E queremos continuar a crescer sempre na área dos tecidos técnicos».