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Pesquisa online antes da compra física

Numa altura do ano em que a afluência às compras é notória, a Marktest apresentou o seu barómetro de e-commerce onde foi verificado que quase metade dos portugueses pesquisa online antes de efetuar compras nas lojas físicas. Em outro estudo, empresa especialista em dados constatou que as compras através das redes sociais mais do que duplicaram em oito anos.

[©Pexels/Andrea Piacquadio]

Quase metade dos portugueses, 47,5%, assume já o hábito de fazer pesquisas por produtos em sites de comércio eletrónico antes de se deslocar a lojas físicas para efetuar a respetiva compra. Já o inverso, menos de um terço, 31,8%, dos portugueses revela que costuma ir às lojas físicas ver os produtos antes de decidir comprá-los online.

Esta são duas das conclusões da primeira vaga do Barómetro E-Commerce da Marktest, um estudo regular de comércio eletrónico, que caracteriza os comportamentos dos portugueses relativamente a este canal de comércio de produtos e serviços.

«A primeira edição do estudo revela ainda que 83,7% dos portugueses que fazem compras online assumem o hábito de fazer pesquisas em sites de e-commerce antes de acabarem por decidir comprar os produtos em lojas físicas. Já a visita a lojas para ver produtos antes de optar por comprá-los em sites é assumida por 56,1% dos inquiridos que costumam fazer compras online», refere a empresa especialista em dados.

Nesta primeira vaga do Barómetro E-Commerce da Marktest verificou-se ainda que 57% dos portugueses têm o hábito de comprar online e que a categoria de vestuário, calçado e artigos de moda é a mais adquirida, 37%, por quem compra online.

Compras nas redes sociais mais que duplicaram em 8 anos

No estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais”, a Marktest conclui que 37,6% dos portugueses com perfil criado em redes sociais já fez compras diretamente numa rede social.

[©Pexels/Tirachard Kumtanom]
Desses, a maioria efetuou a última compra através do Facebook, 59,7%, mas as referências ao Instagram como local da última compra são hoje 35 vezes maiores do que o valor obtido em 2013 e cresceram mais de 50% face a 2020, sendo agora indicado por quase um em cada três entrevistados.

A última compra realizada por estes indivíduos nas redes sociais foi roupa (39%), calçado (11%) e artigos para o lar (10%).

De modo geral, os inquiridos classificam muito positivamente essa experiência de compra, com 73% a referirem já ter feito compras nas redes sociais a atribuírem a essa experiência uma classificação entre 8 e 10. O valor médio atribuído foi de 8,15.

Relativamente a seguir marcas nas redes sociais, os consumidores continuam a dar primazia ao Facebook, que permanece a rede mais utilizada para o efeito, mas o crescimento do Instagram tem sido notável, multiplicando por 27 os resultados do primeiro ano em que a Marktest analisou este indicador e quadruplicando o observado há cinco anos, ao passar de 15,2% em 2016 para 65,8% em 2021.

Este crescimento do Instagram é acompanhado pelo decréscimo do Facebook, que passa de 94,5% em 2016 para 78,1% em 2021.

Neste último ano, o YouTube surge como terceira rede mais relevante, com 14% de referências junto de quem assume seguir marcas nas redes sociais.