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PF regressa ao Porto

A Alfândega do Porto abre hoje as suas portas para receber um Portugal Fashion “Hot n’Cool” – o leitmotiv desta 25ª edição, num anunciado regresso à cidade Invicta, depois de quatro edições em Vila Nova de Gaia. «Temos uma grande apetência pela mudança e regressar a um edifício tão emblemático como a Alfândega acaba, de resto, por ser natural, pois, para além de edições transactas do Portugal Fashion, já aqui organizámos showrooms e outras iniciativas. é um edifício monumental, dos mais carismático da cidade e com excelentes equipamentos, pelo que seguramente vamos garantir aos participantes boas condições para apresentarem as suas colecções», afirma Francisco Maria Balsemão, presidente da Anje, a entidade responsável pela organização do certame, em parceria com a ATP, e que é financiado pelo Qren no âmbito do Programa Operacional Factores de Competitividade. A partir de hoje, Sexta-feira, e até Domingo desfila pela passerelle da Alfândega um programa completo das tendências para a Primavera/Verão 2010, onde a grande novidade é a estreia de um desfile colectivo de 10 marcas de jóias. O objectivo, segundo a Anje, é associar o design inovador da joalharia/ourivesaria à modernidade das propostas dos estilistas nacionais, promovendo assim dois sectores fundamentais da fileira moda. Este desfile, que encerrará o certame, surge também na sequência de um protocolo de colaboração assinado, em Março último, entre a Anje, a ATP e a AEP, e visa a valorização conjunta do Portugal Fashion e da PortoJóia – Feira Internacional de Joalharia, Ourivesaria e Relojoaria, organizada na Exponor pela AEP. Mas o destaque desta edição vai claramente para os dois maiores nomes da moda nacional no panorama internacional, Felipe Oliveira Baptista e Fátima Lopes, ainda a saborearem mais um sucesso alcançado na recente Semana da Moda de Paris. Consagrado na alta-costura, Felipe Oliveira Baptista aposta agora numa linha mais comercial «baseada na mistura de vários grupos identitários remixados para criar um vestuário contemporâneo de luxo e uma silhueta urbana e precisa», revela o criador português actualmente radicado em França. Mas há mais a não perder no programa do Portugal Fashion: o desfile colectivo de calçado e o desfile colectivo de marcas de pronto-a-vestir, assim como os desfiles individuais de marcas como Dielmar, Red Oak, Luís Onofre, ID Values ou Storytailors Narkë e de criadores como Diogo Miranda, Carlos Gil ou Elisabeth Teixeira. «O Portugal Fashion tem, desde a sua génese, um propósito de promoção da Fileira Moda nos seus múltiplos cambiantes, funcionando o evento como um pólo aglutinador e dinamizador de diferentes sectores. Pensamos que, com uma estratégia concertada entre os vários sectores da Fileira, será mais fácil criar uma identidade para a moda portuguesa, de forma a reforçar a sua competitividade nos mercados nacional e internacional», conclui Francisco Maria Balsemão.