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Pikitri desbrava caminho

Porque a descoberta faz parte do quotidiano infantil e porque é lado a lado com os mais pequenos que a marca de calçado nacional vai crescendo, nos últimos dois anos, a Pikitri tem vindo a explorar um modelo de negócio alternativo e mais próximo do cliente, já a todo o vapor em território nacional e prestes a dar entrada em estações internacionais.

«O nosso objetivo é ter um relacionamento mais direto com o consumidor final e seguir um bocadinho as tendências de moda», começa por explicar Fernando Silva, gestor da Pikitri, ao Portugal Têxtil, sublinhando que, como tal, a Pikitri tem dois lançamentos anuais, mas introduz produtos novos no mercado a cada três semanas.

Para estar mais próxima do cliente, a marca de calçado dos 0 meses aos 9 anos aposta ainda no canal online – e nas redes sociais como o Facebook, onde contabiliza mais de 27 mil seguidores –, no qual vende em média dois pares por dia e tem em andamento um original conceito de fitting.

De forma a garantir que os pais encomendam o número do sapato adequado, a Pikitri desenvolveu o “Pedímetro”. Este instrumento é uma escala impressa que facilita a medição do pé da criança, permitindo a compra de um número compatível e assertivo, evitando as devoluções – que, no portal de comércio eletrónico da marca, são gratuitas, tal como as entregas (efetuadas até dois dias úteis após a expedição).

Até agora, quer o portal de comércio eletrónico, quer a própria marca, estão concentrados no mercado nacional, onde a Pikitri trabalha também com o canal multimarca, mas Espanha e Inglaterra já começam a mostrar apetência pelo produto. «Ainda não quer dizer que a marca esteja internacionalizada, mas já temos negócios pontuais», ressalva Fernando Silva.

Nascida no seio da empresa familiar de calçado Fernando, Lima – depois da marca irmã Bo-Bell, introduzida ao mercado já em 1992 –, a Pikitri assume-se como um cartão-de-visita do know-how acumulado durante mais de 20 anos.

«Somos uma empresa que não gosta de ter os ovos todos no mesmo cesto. Esperamos que os projetos amadureçam dentro da estrutura das empresas que temos e vamos investindo à medida que essa empresa vai ganhando espaço», destaca o gestor da Pikitri. Nestes dois primeiros anos, a ideia da empresa foi «dar a conhecer a marca Pikitri, começar a mostrar o conceito, mostrar que é fácil para as lojas, no início da estação, comprarem só 40 pares e verem se estes vendem», até porque a empresa tem uma capacidade de resposta rápida em pequenas séries.

Testando produtos e materiais «quase todas as semanas», a Fernando, Lima, com um efetivo de quase 70 pessoas, destaca parte da equipa para o desenvolvimento de cada uma das marcas próprias e convida ainda elementos externos para ajudarem a aprimorar o produto.

«A Pikitri tem uma equipa interna e, depois, uma pessoa de fora que ajuda – desde designers, que são contratados para o efeito, a pessoas ligadas a alguma loja que ajudam a desenvolver a coleção», revela Fernando Silva sobre as coleções repletas de pormenores que permitem a personalização – como berloques ou laços, vendidos separadamente.