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Pillowtex aposta na reestruturação

Da produção ao marketing: o grupo têxtil americano, Pillowtex pretende emergir da falência através da criação de novas marcas, da redução das fábricas de produção e abastecendo-se nos países de baixo custo. A 28 de Dezembro, a Pillowtex, grande empresa de têxteis-lar, incluindo toalhas, lençóis, tapetes, almofadas, etc, organizou um plano para emergir da falência, anunciada há mais de um ano. Sob o novo plano de reorganização, a empresa americana vai cancelar todas as actuais acções que serão repostas numa nova bolsa de credores particulares. A dívida da empresa será então reduzida de 1.23 mil milhões para 224.16 milhões de euros. A empresa teve perdas líquidas de 359 milhões de euros no ano fiscal de 2001. As vendas líquidas atingiram os 1.82 mil milhões de euros. Desde que a empresa solicitou a protecção sob o capítulo 11 do código de falência, fechou quatro fábricas e desempregou centenas de funcionários. A empresa pode agora aumentar as suas capacidades e concentrar-se no desenvolvimento das marcas. Apesar de ter perdido a sua licença com a Polo, a Pillowtex ainda vende produtos sob as suas próprias marcas, incluindo a Cannon, Fieldcrest, Royal Velvet and Charisma. “Historicamente o desenvolvimento de marcas tem sido fraco dentro da indústria têxtil local, deixando os produtores domésticos com pouca influência no mercado retalhista”, adiantou o grupo numa declaração. O desenvolvimento de marcas deveria ajudar o desenvolvimento de relações fortes com os retalhistas, acrescentou a empresa. A empresa começa agora a concentrar a sua produção em produtos com uma margem mais elevada e nas suas competências, tal como tecer e acabar lençóis, toalhas e almofadas com margens mais elevadas. O grupo vai estabelecer “parcerias a longo-prazo com um número seleccionado de fornecedores têxteis estrangeiros”, e alguns destes parceiros já estão escolhidos. O grupo espera perdas adicionais no primeiro semestre de 2002 mas a versão reorganizada da Pillowtex poderá regressar aos lucros no segundo trimestre, nas previsões dos gerentes de topo.