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Piscatêxtil sem limites

Focada em colchas e tapetes, a imaginação da Piscatêxtil não se esgota, todavia, nos seus dois bestsellers, com a empresa de têxteis-lar a investir em novas tecnologias para desenvolver e fabricar produtos diferenciadores e assim estar cada vez mais presente em toda a casa.

A família de produtos da Piscatêxtil acolheu, no início deste ano, um novo membro: o pouf. A aceitação foi medida em janeiro na incontornável feira Heimtextil, em Frankfurt, e os clientes, segundo Décio Costa, mostraram-se surpreendentemente entusiasmados. Surpreendentes foram também alguns dos destinatários: os chamados melhores amigos do homem. «Alguns até querem para cães», revelou o administrador da Piscatêxtil, na edição de fevereiro do Jornal Têxtil. «Os nossos poufs são um estrondo para quem se quiser sentar e descansar», garantiu.

Mas há mais novidades, como os tapetes vintage. «Trata-se de um tapete que é tingido e depois estampado digitalmente. Quem vê, pensa que é um tapete persa», explicou Décio Costa.

As colchas continuam, no entanto, a ter a primazia dos números: a coleção para 2016 reúne 180 novas referências deste produto, enquanto nos tapetes são 150. «Nunca apresentámos no ano seguinte algo que já apresentámos no ano anterior», sublinhou o administrador da Piscatêxtil que, apesar de ter desde 2015 um gabinete de design com duas pessoas dentro de portas, não deixa de ser o motor dos novos desenvolvimentos. E o ADN de construtores de máquinas, com assinatura da recordada Pina & Maia, continua também lá. «Estou a pensar em desenvolver um produto novo e até comprei máquinas estrangeiras», confessa Décio Costa. O investimento traduziu-se em meio milhão de euros para quatro novos teares.

Depois de um salto de 20% nas vendas em 2014, o ano passado foi de estabilização, para os 8 milhões de euros, com um efetivo de 35 pessoas e uma quota de exportação a rondar os 100% para os quatro cantos do mundo.