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Pitaya: arquitetura para vestir

Em diálogo com o trabalho de Antoni Gaudí, Oscar Niemeyer, Frank Gehry ou Álvaro Siza Vieira, a primeira coleção da Pitaya, assinada pela blogger nortenha Joana Vaz, tem como ponto de partida a arquitetura e como destino o guarda-roupa de mulheres urbanas que privilegiam peças minimalistas, ou mesmo feitas por medida.

 

Amigas de longa data, Catarina Rocha e Inês Ribeiro lançaram a marca com nome de fruto em 2014, numa evolução empresarial da sua paixão por moda e tendências. «Somos amigas há muitos anos e sempre partilhámos estas paixões. Há cerca de dois anos, numa conversa descontraída, discutimos a possibilidade e a viabilidade de criarmos algo nosso, que transmitisse o nosso gosto e permitisse imaginar e criar algo que considerássemos bonito e único», explica Catarina Rocha ao Portugal Têxtil.

Este verão, a Pitaya uniu-se a Joana Vaz, fundadora do blogue Cookies and Trends – que soma entre as duas contas oficiais do Instagram e Facebook mais de 80 mil seguidores – e lançou a coleção Pitaya by Joana Vaz, motivada pela formação da blogger em arquitetura e pela sua ligação muito próxima à moda.

«Fui contactada [pelas cofundadoras da Pitaya] para me perguntarem se seria do meu interesse desenhar uma coleção exclusiva para a Pitaya, prontamente respondi “sim”. Todas nós temos aquele modelo que vimos em alguma plataforma e gostávamos de ter e nunca o encontrámos ou aquela peça que idealizámos e não se vende nas marcas habituais. Então, porque não? Aceitei o desafio pois ideias não me faltavam», recorda Joana Vaz, que idealizou as peças e as cores nas quais queria que fossem concebidas e, depois, confiou a escolha dos tecidos à dupla da Pitaya.

A incursão da blogger no design não se esgota, porém, no vestuário e, ainda este ano, Joana Vaz desenhou uma linha exclusiva de chokers para a Pura Filigrana (ver Pura arte) – marca que também se associou à Pitaya para o lançamento da mais recente coleção, apresentada a 26 de maio.

«No início deste ano, quando surgiram nos desfiles as primeiras linhas de chokers abordei a marca e propus o desafio de lançarem uma linha em parceria com o Cookies and Trends que abrangesse só este este tipo de acessório, na altura ainda pouco comercializado cá. Idealizei alguns modelos e em pouco tempo saíram os primeiros exemplares, pensados por mim e conseguidos e aperfeiçoados por eles», explica a fundadora do blogue que comemora este ano três primaveras e que hoje faz com que Joana Vaz trabalhe com várias marcas nacionais, já tenha lançado duas linhas exclusivas e tenha «mais uma série de projetos em construção».

 Já na Pitaya, neste momento, a coleção de Joana Vaz ocupa uma grande parte da produção, «pois a procura tem sido bastante elevada», refere Catarina Rocha, que acrescenta que algumas das peças já estão esgotadas – caso do vestido “Siza”, uma homenagem ao consagrado arquiteto nacional –, sendo que algumas «sofrerão um refresh no aniversário do blogue de Joana Vaz, no dia 17 de julho».

Com venda online e em alguns espaços físicos com os quais a marca tem parceria, como é o caso da Ushop e da My Kind Of Joy, ambas em Matosinhos, as propostas da Pitaya vão ainda mais longe na exclusividade, com a secção “Tailor Made”. «São peças feitas por medida e os seus preços podem variar entre os 80 e os 150 euros, consoante o modelo pretendido, bem como o tecido escolhido pela cliente», revela a cofundadora da Pitaya, que salienta que dentro da coleção Pitaya by Joana Vaz o leque de preços vai dos 25 aos 80 euros.

Se as clientes nacionais se renderam de imediato às peças, as internacionais não param de aterrar nas plataformas da marca. «Mesmo antes do lançamento da coleção da Joana Vaz, já tínhamos algumas clientes espalhadas pelo mundo. As últimas encomendas internacionais tiveram como destino a Alemanha, a Suíça, Espanha, França e Inglaterra», conta Catarina Rocha ao Portugal Têxtil.

Com toda a confeção destinada às mãos de hábeis costureiras, a cofundadora da marca considera que «o valor dado à produção nacional também caracteriza as clientes da marca, pois estas referem – quase sempre – que este tipo de confeção as fascina e é algo que têm em consideração no momento da compra», a par da valorização do corte simples e de peças exclusivas.