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Piubelle investe para crescer

Depois de um investimento em maquinaria que duplicou a sua capacidade de produção, a Piubelle já está de pés bem assentes na terra. Agora o objetivo é voltar a crescer, aumentando o volume de negócios com os clientes atuais para 25 milhões de euros até ao final de 2020.

Joana Liberal

2019 foi um ano de consolidação para a empresa de têxteis-lar que se assume como «referência no mercado nacional e internacional». Apesar do ligeiro decréscimo no volume de negócios, que encerrou o ano passado com um total de 22 milhões de euros, a produtora terminou um programa de investimentos que visa fortalecer a base sobre a qual assentará o seu crescimento futuro.

«Terminamos a aquisição dos teares e reformulamos a produção em si, no que diz respeito a máquinas de costura, portanto, a nível de confeção também tivemos uma reformulação», enumera Joana Liberal, diretora comercial da Piubelle. Esta aposta vem acompanhar o investimento realizado há três anos num novo sistema informático de gestão geral da fábrica. Deste modo, a empresa conseguiu duplicar a capacidade de produção para cerca de 250 a 300 mil metros mensais.

Agora, os processos internos de tecelagem, corte e confeção – que é «a melhor de Portugal» nas palavras de Joana Liberal – e os acabamentos subcontratados poderão dar resposta a um objetivo de crescimento estipulado para 25 milhões de euros até ao final de 2020.

No ano passado, a diretora comercial confessa que a Piubelle se ressentiu com «a situação da economia, em geral, que teve um período crítico» e com a «alteração da política de compra dos clientes, que, em vez de pensarem no longo prazo, começaram a comprar a curto prazo e mediante as necessidades». Contudo, «os últimos três meses do ano passado foram espetaculares. E o primeiro trimestre de 2020 também está bem preenchido», garante.

Fidelizar um pouco mais

Acedendo a uma das tendências da procura de mercado, a Piubelle apresenta propostas com fios orgânicos, fios 100% linho e algodão/linho, viscose com credenciais ecológicas e fios recicláveis, «tudo numa perspetiva de preocupação com o meio ambiente», revela Joana Liberal. Os clientes parecem estar a ser bastante recetivos, porque «de uma forma geral, estão todos preocupados com a sustentabilidade», frisa.

Os produtos da Piubelle alimentam uma exportação de 95% que se dirige, essencialmente, aos EUA, Canadá e Europa, nomeadamente Espanha, França, Inglaterra, Itália e Suécia, além da Coreia do Sul, que «tem vindo a crescer nos últimos anos», refere a diretora comercial.

Neste momento, a carteira de clientes da empresa é suficiente para absorver a sua capacidade produtiva, pelo que o principal objetivo é aumentar o volume de negócios dentro das marcas e retalhistas já fidelizados. «Para já não temos sentido necessidade [de encontrar novos mercados]», sublinha Joana Liberal. «Atingimos um patamar em que temos um leque de clientes [alargado], que não justifica a procura por novos clientes, mas sim, e é o que temos feito nos últimos anos, [um esforço] para aumentar o negócio com aqueles que já temos», acrescenta.

Para o resto ano, além de uma taxa de crescimento positiva, a empresa planeia ainda continuar a investir em melhorias a nível produtivo, adquirindo máquinas de corte, acolchoamento e costura. «Acho que temos um design único» e «continuamos a procurar novas técnicas de tecelagem [e a apostar na] inovação do produto [e na] criatividade», reforça Joana Liberal.