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Pizarro sempre a inovar

A aposta no processo de sublimação em fibras naturais tem sido um sucesso, mas a Pizarro continua a investir na inovação para se adaptar continuamente à evolução do mercado.

As questões da ecologia continuam no centro das preocupações da empresa de Brito, que promete, ainda este ano, apresentar novos processos e tecnologias ao mercado. «Temos várias inovações a sair, principalmente ligadas à vertente da poupança de água e em termos de propriedades ambientais», revelou Vasco Pizarro, diretor comercial e de marketing da empresa, na edição de maio do Jornal Têxtil. «São processos diferentes e coisas desenvolvidas cá dentro, nomeadamente em termos de mudança das máquinas», acrescentou.

A feira Kingpins Show, no segundo semestre do ano, em Amesterdão, será um dos palcos privilegiados para a apresentação destas inovações que está a preparar. «Em termos de mercado-alvo, esta feira faz mais sentido, é muito mais voltada para a inovação. A maior parte dos nossos parceiros estará lá também», justificou.

Embora o véu pouco mais possa ser levantado, uma vez que muitos destes novos processos se encontram ainda na fase final de testes, o passado recente da Pizarro faz crer que estas inovações irão, novamente, surpreender o mercado, como aconteceu com as tecnologias Icelite, Ecoblast e, mais recentemente, com a sublimação aplicada sobre fibras naturais. «A sublimação foi muito bem recebida pelo mercado, principalmente pelos têxteis-lar», explica Vasco Pizarro. «A tecnologia foi inicialmente apresentada no ano passado, por isso hoje estamos muito mais à vontade e já conseguimos fazer trabalhos completamente diferentes», afirmou.

Uma prova disso ficou registada durante a apresentação da nova coleção da empresa, durante a primeira edição do Concurso Paulo Ribeiro by Pizarro – dedicado aos jovens designers – no passado dia 9 de abril, onde a sublimação foi a estrela não só nos coordenados, mas também na própria passerelle, forrada com tapetes sublimados (ver ). «Quisemos dar um ar da nossa graça do que temos feito para diferentes empresas e quisemos mostrar essa inovação também dentro desse campo», explicou o diretor comercial e de marketing.

O ano de 2015 foi de estabilidade para a empresa, que foi “obrigada” pelo mercado a fazer alguns ajustes na sua produção. «A parte da malha teve um decréscimo ligeiro», referiu Vasco Pizarro. O número de efetivos da empresa diminuiu em consequência, estando agora em cerca de 470 pessoas. «Passámos algumas das pessoas para o acabamento do denim e continuamos a ter malhas, mas numa quantidade mais pequena. Hoje em dia temos de ser muito rápidos a responder, ou seja, a flexibilizar e a reestruturar quando é necessário. Foi isso que fizemos», acrescentou o diretor comercial e de marketing.

Para 2016, as expectativas são de crescimento face aos 17 milhões de euros de volume de negócios registados no ano passado. «Penso que este ano vamos crescer bastante e temos bons indícios disso nestes primeiros meses», concluiu.