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Plano Corte cresce com Bee Target

Com 30 anos de história, a Plano Corte granjeou reputação entre os designers e confeções pelos seus serviços de modelação. Em 2014, a empresa ganhou uma “irmã”, a BeeTarget, para complementar a sua oferta com o corte e a confeção de amostras, e ambas deverão continuar a crescer lado a lado.

«O nome Plano Corte é sobejamente conhecido e, felizmente, temos uma quota de mercado bastante grande. Os clientes acabavam por nos perguntar por empresas que fizessem o corte e pequenas produções e amostras e achámos que era a altura de oferecermos nós esse serviço», explicou Gonçalo Rigaud de Sousa fundador de ambas as empresas ao Jornal Têxtil, num artigo publicado na edição de janeiro. «A oferta de uma complementa a outra», sublinhou, reconhecendo que o “bichinho” da confeção esteve sempre presente. «Com a parte técnica acabamos por quase nunca ver o produto final. Na Bee Target já conseguimos acompanhar o produto desde o desenho, compreender a ideia do estilista, até ao produto final – toda a evolução, é mais satisfatório», confessou.

O leque de clientes é variado e, por vezes, estes cruzam-se. Nomes como a Zara faz parte desta lista (no caso apenas na Plano Corte), assim como as confeções portuguesas Lagofra e Confetil e designers de moda como Nuno Gama, Nuno Baltazar ou Katty Xiomara. «Trabalhamos muito tempo com a John Galliano, por exemplo, na transformação do molde de passerelle para o molde de venda, e trabalhamos com variadíssimas marcas de luxo que utilizam os nossos serviços não só através de confeções como também diretamente», revelou Rigaud de Sousa.

Equipadas com as mais recentes tecnologias, ambas as empresas, que em conjunto empregam 22 pessoas, têm objetivos de crescimento, sobretudo a Bee Target, tendo em conta o seu curto tempo de existência. «É como um filho e nós ambicionamos sempre o melhor para os nossos filhos e gostamos de os ver crescer. É evidente que gostávamos que a Bee Target crescesse, que fosse um dia um grande atelier. Não queremos desvirtuar este nosso caminho», afirmou Gonçalo Rigaud de Sousa.

Para isso, os investimentos estão na ordem do dia. «Já estamos a ponderar quais vão ser as próximas máquinas e os sectores em que vamos investir para melhorarmos a nossa qualidade», admitiu. Com o limite produtivo já atingido, há ainda mais necessidade, porque «se quisermos crescer e evoluir temos de, necessariamente, comprar mais máquinas e introduzir mais pessoal – é o nosso próximo passo», avançou o empresário, que tem como meta «triplicar a capacidade de produção, nos recursos humanos, nos próximos dois anos».