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Polopique pede redução de impostos

Luís Guimarães, presidente do grupo Polopique, escreveu uma carta ao ministro da Economia, Pedro Siza Vieira. Na missiva, o empresário pede que quem não recorra ao regime de lay-off simplificado beneficie de «um alívio de impostos na totalidade».

Luís Guimarães

A medida mais emblemática do Governo para ajudar as empresas a ultrapassar a situação de crise é o regime de lay-off simplificado, mas há empresas a apontarem outro caminho ao Executivo de António Costa. Luís Guimarães, presidente do grupo Polopique, defende em carta enviada ao ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, publicada pelo Eco, este domingo, «um alívio de impostos na totalidade».

A sugestão do empresário é que as empresas que mantenham os postos de trabalho possam ter uma redução de impostos. «Um alívio dos impostos na totalidade a quem não parasse a sua atividade, que geraria um custo menor para o Estado, não deixando paralisar as empresas», com o objetivo de encontrar novos mercados e novos produtos, escreve.

Luís Guimarães admite a necessidade do lay-off simplificado total ou parcial, mas refere que este «mecanismo pode ter deixado de fora algumas realidades que, a serem acauteladas, poderão ser mais vantajosas para o Estado, as empresas, os trabalhadores e o país». «Afirmo isto por ter vontade de manter as rotinas, seguindo todas as orientações da Direção Geral de Saúde (DGS). Mantendo assim uma força de trabalho pronta e preparada para uma retoma que esperamos aconteça antes cedo do que tarde», sublinha.

O grupo Polopique emprega mais de mil trabalhadores e pretende mantê-los em laboração, apesar da quebra no volume de negócios resultante da crise.

Apesar deste pedido, o empresário reconhece a importância das medidas de apoio extraordinário à manutenção dos contratos de trabalho (regime de lay-off simplificado). O atual enquadramento, afirma o presidente do grupo Polopique, «torna mais fácil e vantajoso desmobilizar toda a força laboral e depender grandemente do Estado nestes longos meses».

Quem também não fica de fora das críticas do empresário é a Caixa Geral de Depósitos.

Luís Guimarães está preocupado «com a dificuldade de acesso ao crédito com que nos debatemos para ultrapassar este momento tão difícil em que nos encontrámos e em especial do banco do Estado, a CGD. E onde está agora? Fora das empresas, do nosso setor, e na minha opinião deveria ser o banco que mais aberto estaria a propostas de financiamento e é precisamente o oposto, assobiam para o lado».