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Porto de luxo

A cidade Invicta será palco da primeira cimeira internacional de marcas de luxo Porto Luxury Brands Summit. O evento, que terá lugar na sexta-feira, dia 8, reúne alguns dos players do sector em Portugal e no mundo, incluindo representantes da Farfetch, Fundação Altagamma e das marcas Munna e Ginger & Jagger.

Promovida pela FFI – Fast Forward Innovation, este primeiro encontro tem como tema “True Luxury”, ou “verdadeiro luxo” em português, e tem como objetivo principal promover as marcas e o know-how português neste sector.

«Já há algumas empresas em Portugal que trabalham neste segmento, nomeadamente na área da moda, do turismo e dos vinhos», explica Isabel Cantista, fundadora e CEO da FFI. «No entanto, essas empresas estão a trabalhar isoladamente, às vezes com grande esforço, e há algumas sinergias que podem ser geradas entre elas, porque os clientes finais são os mesmos e estão nos mesmos locais», acrescenta.

Apesar de ser um sector de nicho, os dados da Aliança Europeia das Indústrias Culturais e Criativas (Eccia) mostram que o mercado europeu de luxo cresceu cerca de 28% entre 2010 e 2013, para um valor superior a 547 mil milhões de euros, o que equivale aproximadamente a 4% do PIB da Europa. O sector emprega ainda 1,1 milhões de pessoas diretamente e representa 17% de todas as exportações do Velho Continente, num valor que ascendeu a 308 mil milhões de euros em 2013.

«Este segmento de mercado é verdadeiramente importante pela resiliência e crescimento que regista, mesmo em momentos de crise, e atravessa sectores tão diversos como a moda e mobiliário, turismo, gastronomia, vinhos e joalharia. O sector do luxo proporciona uma situação de emprego estável e mão de obra qualificada a muitos europeus. Por outro lado, pelo seu dinamismo e inovação, inspira muitas outras empresas que operam noutros segmentos de mercado», destaca a CEO da FFI.

«Há estudos internacionais que mostram que a nível da Europa o consumo de luxo cresceu e vai continuar a crescer nos próximos anos, nomeadamente com turistas da Ásia, América do Sul e EUA, e com as compras online, que facilitam a distribuição do luxo», aponta Isabel Cantista. Os dados da Eccia apontam para crescimentos entre 7% e 9% por ano, antecipando que em 2020 o sector do luxo represente entre 790 e 930 mil milhões de euros na economia europeia e empregue entre 1,8 e 2,2 milhões de pessoas diretamente.

Um mercado que deve ser aproveitado pelas empresas portuguesas que, acredita Isabel Cantista, «têm todas as condições para crescer: o turismo está forte, cresceu 14% no ano passado, e temos também o comércio online. Mas para podermos ser procurados e reconhecidos, é importante trazer cá as marcas de luxo. Já começamos a ter uma imagem de um sítio onde se fazem coisas muito boas, mas ainda não temos a imagem do luxo».

A presença de players do luxo internacional – como Dominique Jacomet, presidente do IFM (Institut Français de la Mode), Armando Branchini, secretário-geral da Fundação Altagamma, entidade que representa empresas de luxo italianas e representantes da Butch Design (design e construção de super-iates) e da Charbonnel et Walker (produção e venda de chocolates artesanais) – nesta primeira Porto Luxury Brands Summit «vai contribuir para mostrar Portugal e o Norte como uma região onde se faz luxo», afirma a CEO da FFI.

O evento irá ainda contar, entre outros, com representantes das marcas portuguesas Munna e Ginger & Jagger (mobiliário), Graham’s (vinho do Porto), Farfetch (comércio eletrónico de moda) e a L’And Resorts (turismo), e deverá ser o primeiro de muitos, já que o objetivo é que seja anual, sempre em maio e na cidade do Porto. «A reputação de um mercado não se cria com um único evento», sublinha Isabel Cantista.

Mais detalhes sobre o programa e inscrições podem ser consultados no website da FFI, em www.ffi.pt.