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Porto Fashion Show na estrada

Com as malas cheias de expectativas, os jovens designers europeus não perderam tempo e logo na primeira tarde em território português rumaram a Rebordões para conhecerem a arte de bem estampar em que a Adalberto Estampados é perita. Na sala das amostras, a surpresa pela qualidade e variedade das propostas da empresa, apresentadas pelo responsável pelo departamento de design, Adalberto Faria, não se fez esperar. «Muy bonito», exclamaram os designers espanhóis. Mas foi na parte industrial que se deixaram encantar. Desde a gravação dos rolos para a estamparia mais tradicional, com uma capacidade de 50 mil metros por dia, aos quadros que em breve dariam origem aos tradicionais lenços de Viana, as paragens foram constantes para admirar as diferentes valências da empresa, culminando no vanguardismo da estamparia digital, na qual a empresa foi pioneira, e onde hoje conta com três máquinas ativas, com largura até 2,8 metros e cuja produção pode atingir os 300 metros por hora. Além das valências industriais, a empresa continua a apostar fortemente no design de coleções próprias. «O departamento de design está numa fase de crescimento muito grande estamos à procura de gente para trabalhar connosco», afirmou Adalberto Faria, suscitando rasgados sorrisos por parte dos jovens designers, muitos deles prometendo voltar ao contacto com a empresa. Uns quilómetros de estrada depois, foi a vez da Pizarro maravilhar estes novos talentos recém-formados. A visita, conduzida pelo diretor comercial e de marketing Vasco Pizarro, começou no showroom, inspirado na ligação antagónica entre a natureza e a máquina, e seguiu depois rumo aos diversos polos da empresa. O investimento feito no desenvolvimento tecnológico permitiu aumentar a produtividade e reduzir, em simultâneo, os erros, adaptando todos os processos às preferências dos clientes, explicou Vasco Pizarro. «Temos uma tinturaria automatizada desde 1993. Fomos os primeiros a fazê-lo na Europa», referiu o responsável da empresa. Mas a “magia” dos tratamentos com ozono e, sobretudo, dos desenhos e desgaste a laser foram os mais marcantes para os jovens designers. «O que mais me impressionou foram as tecnologias utilizadas na Pizarro. Ainda não tinha assistido a nada assim», confessou a francesa Julia Fraile. Num final de tarde preenchido, o balanço foi, por isso, mais do que positivo. «Estas visitas foram inspiradoras para o meu trabalho. Espero poder trabalhar com estas técnicas no futuro», indicou a espanhola Silvia Suarez Arranz. O dia de hoje prossegue com muitos mais quilómetros de estrada, com a visita agendada à Polopique, A2 Asdrubal J.A. e à Crispim Abreu. O dia de amanhã será dedicado à avaliação pelo júri internacional e ao desfile final, que se realiza pelas 18h15 na Alfândega do Porto, a que se seguirá a entrega dos prémios que irá coroar o vencedor da terceira edição do concurso europeu de jovens criadores Porto Fashion Show.