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Portugal dá cartas na CPD

é com extrema satisfação que estamos presentes pela primeira vez numa feira de moda a apresentar uma colecção. Sem expectativas iniciais por falta de conhecimento, a verdade é que esta feira estÁ a revelar-se uma experiência única», começaram por explicar Mariana da Fonseca e BÁrbara Caseiro, duas estreantes portuguesas nas Igedo Fashion Fairs que com o entusiasmo demonstrado eram, no fundo, o reflexo de toda a participação nacional no certame. Isto porque as empresas portuguesas presentes – Impetus, Lousatextil, Mazur, Missangas.com – e Ângela Silva mostraram-se muito satisfeitos com os contactos efectuados durante os três dias das quatro ferias do evento – CPD Düsseldorf, HMD Düsseldorf, Body Look e Global Fashion. Com a presença de 60,000 compradores, as Igedo Fashion Fairs continuam na corrida à liderança como uma das ferias de vestuÁrio mundiais de maior prestígio e força, sobretudo nos segmentos de lingerie e banho, com a Body Look a ganhar, de edição para edição, maior adesão, quer em termos de expositores, quer de visitantes. Para além da Body Look, também as restantes feiras estiveram em alta. A CPD registou um pico de visitas no domingo jamais visto, enquanto a HMD afirmou o seu carÁcter exportador. A Global Fashion jÁ conquistou definitivamente o seu mercado e tornou-se uma plataforma de recursos para toda a Europa. Mas a grande novidade do evento foi mesmo a consolidação do segmento dedicado aos jeans. Baptizada Weare, esta pequena feira independente» como gosta de a caracterizar Frank Hartmann, presidente das Igedo Fashion Fairs, foi um dos pontos altos do evento. Com apenas um dia em comum com os outros salões, este espaço pode muito bem ser considerado como o novo ponto de encontro para o jeanswear, apresentando três Áreas distintas: Signatures, Street e Denim. Apesar da forte presença de visitantes, os expositores consideram que este segmento deveria ser feito em simultâneo com a CPD e não de forma independente, porque certamente se tornaria ainda mais atractivo». Porém Frank Hartman tem uma explicação plausível para que seja assim: Trata-se de um segmento independente, novo e bastante inovador. Uma Área distinta das jÁ existentes que visa chamar a atenção pela inovação e por uma identidade que a distingue dos restantes marcas presentes no mercado. Daí a brincadeira que é feita entre o Wear e o We are!», reforçou. Apresentando as tendências para a estação de Outono/Inverno 2008, o primeiro balanço que pode ser feito é de que a moda invernal deixou definitivamente de lado as cores frias e ganhou luz, cor e calor, tal como as Igedo Fashion Fairs. Deste modo, a organização mostra-se muito optimista face a um certame que que ganha cada vez mais peso e valor e que deixa no ar a certeza que vale a pena voltar a Dusseldorf dentro de seis meses.