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Portugal desfilou e encantou na Pitti Bimbo

Seis marcas portuguesas de moda infantil tomaram conta da passerelle do salão de Florença, onde apresentaram as suas propostas para a primavera-verão 2020 perante uma plateia de cerca de 400 convidados. Na Pitti Bimbo estiveram, no total, 26 insígnias lusas que estão a conquistar o mercado italiano.

Pela primeira vez, o conceituado certame internacional dedicado ao universo dos mais pequenos, integrou, na sua programação oficial, um desfile coletivo de marcas portuguesas para criança, incluindo a Cherry Papaya, a Knot, a Laranjinha, a Patachou, a Play Up e a Phi Clothing. A iniciativa, sob a égide do KidsModaPortugal, foi a segunda ação de promoção de imagem impulsionada pelo CENIT – Centro de Inteligência Têxtil e pela ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário, Confecção e Moda para promover a moda infantil portuguesa e criar condições para o sucesso das marcas nacionais deste segmento.

Cherry Papaya

Na sexta-feira, segundo dia do evento que se prolongou até sábado, 22 de junho, a Salla della Ronda atingiu a sua lotação máxima de 400 pessoas – entre retalhistas, agentes de compras, imprensa especializada, bloggers e influenciadores – que foram descobrir as coleções das marcas portuguesas para a estação quente do próximo ano.

Depois de há dois anos ter sido criada uma área especial com um conjunto de marcas nacionais, desta vez, as coleções ganharam uma nova vida. «Foi uma forma de mostrarmos o nosso trabalho além-fronteiras. No stand, temos a roupa estática, nas cruzetas. No desfile, as nossas criações ganharam mais vida», frisou ao Portugal Têxtil Sandra Barradas, fundadora da Cherry Papaya. Portugal, EUA e China são os principais mercados da marca e Sandra Barradas acredita que, com a presença na feira e no próprio desfile, será possível «chegar a novos mercados, como o italiano».

Já a Play Up desfilou não só para se apresentar a novos mercados, mas também para ganhar notoriedade junto dos seus clientes italianos – um dos maiores mercados da marca da Etfor. «É brilhante conseguirmos fazer um desfile de marcas portuguesas numa feira desta dimensão. É importante para os nossos clientes, que foram ver o desfile, e mesmo para chegarmos à comunicação social mais especializada», acredita Bruno Correia, diretor-geral da Play Up. Na passerelle, a marca fez desfilar a sua nova coleção, em parceria com a artista Rita Sevilha, «que, através de materiais que recolhe das praias, cria peças de bijuteria», contou.

Play Up
Phi Clothing

A Phi Clothing apresentou a sua «coleção mais completa, mantendo o cariz romântico», esclareceu a fundadora da marca, Filipa Moreira. «Esta iniciativa irá dar-nos uma projeção substancial em todo o mundo. Estamos muito contentes com esta aposta do KidsModaPortugal», acrescentou.

A Phi Clothing integrou a comitiva de insígnias apoiadas pela Associação Selectiva Moda, no âmbito do projeto From Portugal, onde constavam ainda a B’Lovely, a Dr. Kid, a FS Baby, a Knot, a Meia Pata, a Naturapura, a Piccola Speranza e a Yay.

Das novas promessas às presenças habituais

Mas nem só de desfiles se fez a presença lusa no certame italiano. Na 89.ª edição da Pitti Bimbo marcaram presença 26 marcas nacionais.

Alícia Lopes e Milena Melo

A estrear-se no evento, a Yay, marca de moda para rapazes dos 0 aos 12 anos, iniciou na Pitti Bimbo o seu processo de internacionalização. «É a maior feira internacional de moda infantil. Foi uma experiência para vermos como o nosso produto é visto cá fora e correu muitíssimo bem», garantiu Milena Melo, diretora criativa da Yay.

Catarina Pereira de Lima

Já a Maria Bianca, criada por Catarina Pereira de Lima, deslocou-se pela segunda vez a Itália. «Os nossos agentes italianos convidaram-nos a arriscar. Foram dias fantásticos de vendas. É bom sentir que a marca já é desejada em Itália. Tivemos muitos italianos a visitar-nos, porque os agentes ajudam a trazer esses clientes. Mas também fomos visitados por pessoas da Bélgica, Países Baixos e EUA», contou a fundadora da marca que esteve presente nesta edição com o apoio do projeto 100% ModaPortugal, tal como a Andorine, a Baby Gi, a Chua, a Snug, a Vandoma e a Wolf & Rita.

Márcia Pacheco

Presença assídua na Pitti Bimbo, a Wedoble, que já integra o evento italiano há dez anos, ocupou, nesta edição, um local diferente. «Quando estávamos no pavilhão à entrada, as pessoas entravam obrigatoriamente por lá e notávamos maior afluência, principalmente de manhã. Mas este pavilhão está melhor organizado, é mais bonito e mais amplo e, por isso, está a ser positivo», garantiu a gestora da marca, Márcia Pacheco. «Itália é o nosso principal mercado, por isso, é importante estarmos aqui. Temos também visitas do Norte da Europa, da Arábia Saudita e dos EUA», acrescentou.

José Armindo Ferraz

Por sua vez, a Dr Kid não abdica da sua presença no evento italiano há seis anos. «Estamos vocacionados para o mercado italiano, por isso, esta feira é essencial para estarmos com os nossos clientes. Porém, também recebemos clientes da Europa de Leste, dos Emirados Árabes Unidos e do Panamá», esclareceu José Armindo Ferraz, administrador da Inarbel, que detém a marca.

No total, nesta 89.ª edição, a Pitti Bimbo acolheu 592 coleções, incluindo de marcas reconhecidas como Emporio Armani, Dolce & Gabbana, Little Marc Jacobs, Boss, Karl Lagerfeld, Miss Blumarine, Petit Bateau, G-Star Raw e Tommy Hilfiger.