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Portugal em foco na Première Vision

Portugal estará em destaque nesta edição da Première Vision Manufacturing e, como tal, além dos mais de 60 expositores divididos pelos diferentes salões da Première Vision, terá ainda uma área especial, organizada em conjunto pelo CENIT e pela Associação Selectiva Moda.

Na segunda edição do Country Focus, que tem como objetivo promover um país e o seu know-how no vestuário, Portugal estará na ribalta em Paris, com um fórum que, revela a organização do certame parisiense, será «um verdadeiro espelho da excelência da moda portuguesa», que irá focar «as forças e vantagens competitivas do país: criatividade, flexibilidade, reatividade, tecnologia avançada e sustentabilidade».

No total, Portugal conta com mais de 60 expositores na Première Vision Paris, divididos pelos diferentes salões, incluindo a estreia da Avelana, Etexba, RDD (ver RDD à conquista do mundo) e Trendburel (na Première Vision Fabrics) e da Sedacor na área Smart Square – um espaço dedicado à criação responsável, onde estarão ainda, pela primeira vez, a Riopele e a Tintex.

Durante três dias, de 19 a 21 de setembro, a Première Vision Paris deverá acolher 1.964 expositores, o que representa um crescimento ligeiro de 0,5% face a setembro de 2017.

Entre as novidades desta edição destaca-se ainda o espaço Sport & Tech, pensado para «ajudar as marcas de pronto-a-vestir a encontrar produtos inovadores para desenvolver as suas propostas de moda com elevada performance», e o lançamento do Première Vision Marketplace, uma plataforma de e-commerce B2B que será inaugurada durante a feira e que, segundo a organização, «é uma estreia para a indústria». A plataforma, que irá arrancar apenas com os tecidos, está reservada a expositores da Première Vision, onde poderão colocar os seus catálogos de produtos a ser acedidos por compradores de todo o mundo.

Os milhares de visitantes previstos poderão ainda assistir no primeiro dia da feira, 19 de setembro, à entrega dos PV Awards, que nesta sua 10.ª edição terão como presidente do júri o designer belga Olivier Theyskens (ver Olivier Theyskens preside os PV Awards), que já dirigiu os destinos criativos de marcas como Rochas e Nina Ricci. Embora a seleção dos candidatos não esteja ainda concluída, as empresas portuguesas têm estado presentes na lista final nos quatro últimos anos: em 2017 estiveram nomeadas a A.Sampaio & Filhos e Riopele (ver Dois portugueses nos PV Awards), em 2016 esteve apenas a Riopele (ver E os vencedores dos PV Awards são…), em 2015 foram a Teviz by Polopique e Vilartex e em 2014 estiveram a Riopele e a Teviz by Polopique.

Tendências disruptivas

Também nas tendências assinadas pela Première Vision há sempre o toque criativo nacional. Na estação passada, à presença habitual de Teresa Pereira do Citeve juntaram-se Filipa Pereira da LMA e Gabriela Melo da Somelos Tecidos. Para o outono-inverno 2019/2020, os nomes que integraram a concertação internacional ainda estão no segredo dos deuses, mas o salão parisiense aponta já para uma direção onde as modas são entusiasmantes, disruptivas e agradáveis. «Nesta estação, o foco estará na híper-expressão, para afirmar a expressividade pessoal, acentuar a fantasia não-convencional e favorecer a singularidade para aprofundar a personalização», descreve a Première Vision. No que diz respeito às cores, os tons fortes convivem lado a lado com uma versão mais suave, nomeadamente o Orange Fusion n.º3 com o Mythical Russet n.º 23, o Syntethic Pink n.º8 com o Floral Flesh n.º21 e o Oxidised Lagoon n.º 10 com o mais escuro Thorny Fuel n.º6. «Esta elaboração de cores remete para o trabalho do artista cerâmico Matthew Chambers, cujas esculturas abstratas são construídas através da montagem de várias secções circulares em tons sofisticados», ilustra a organização.

No que concerne, em particular, os tecidos, a direção aponta para uma estética alternativa, ocasionalmente subversiva mas sempre singular. «A personalização continua no centro das abordagens artísticas, com decorações exclusivas e uma expressividade diferenciadora, alianças originais e materiais compósitos e híbridos», aponta a Première Vision, acrescentando que os tecidos evocam surpresas táteis, com novos toques, e com as qualidades ecológicas e técnicas dos têxteis a serem intrínsecas, para tecidos «que são ao mesmo tempo ambientalmente responsáveis e emocionalmente excitantes».